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“Sabiam que um em cada três casamentos nos Estados Unidos começam online?”. Foi com esta pergunta que, pouco menos de um mês depois do escândalo que expôs as falhas de segurança do Facebook, Mark Zuckenberg anunciou a nova ferramenta da rede social, durante a conferência F8 na Califórnia. “Queremos criar algo que potencialize relações sérias e significativas”, disse o CEO do Facebook sobre aquilo que será a novo feature dating que estará presente na aplicação da rede social de forma opcional.



Quatro meses depois de ser anunciada, a ferramenta Facebook Dating está sendo testada internamente na sede dos Estados Unidos, e as primeiras imagens já foram compartilhadas no Twitter. “Este produto é apenas para colaboradores do Facebook US que tenham optado por testar a nova ferramenta dating do Facebook”, pode-se ler numa série de capturas de telas compartilhadas pela engenheira informática Jane Manchun Wong. “Este produto é confidencial”.

As imagens publicadas pela engenheira informática na sua página de Twitter mostravam também as configurações gerais da nova ferramenta de encontros, que nesta primeira fase revelam apenas as opções de escolha do seu gênero, dos seus interesses e da cidade onde se encontra. Quanto ao seu perfil “Dating”, apesar de estar oculto da sua lista de amizades na rede social, poderá ser visível para utilizadores deste recurso com quem tenha amigos em comum.

Depois do escândalo que envolveu o Facebook e a Cambridge Analytica, expondo a forma assustadora como a empresa abusou de informações privilegiadas dos utilizadores, a notícia da nova ferramenta de encontros da rede social tem sido recebida com algum espanto e admiração, particularmente pela comunidade de sites e aplicações de dating anteriores ao Facebook.

“Estamos surpreendidos com o timing desta nova ferramenta, tendo em conta a quantidade de informação pessoal e sensível que este território envolve”, disse Mandy Ginsberg, CEO do Match Group, detentor do Tinder, OKCupid, Plenty of Fish e Match.com. “Apesar disso, vamos continuar satisfazendo os nossos utilizadores com produtos inovadores e um foco implacável no sucesso das suas relações. Entendemos esta área melhor do que ninguém”, concluiu Ginsberg.

Enquanto você espera pela chegada da ferramenta Facebook Dating, e se o Tinder ou o Badoo já deram o que tinham a dar, reunimos algumas alternativas para você encontrar um novo caminho nos encontros online.

Bumble
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O conceito do Bumble é verdadeiramente descomplicado. Depois dos usuários expressarem mútuo interesse com um “swipe right” (ou deslizar para a direita, em tradução literal) no perfil, uma janela de 24h é aberta para iniciar uma conversa – e as mulheres é que têm a primeira palavra. Em matches com utilizadores do mesmo sexo, qualquer uma das partes pode iniciar o contacto, mas o tempo de 24h para interagir permanece.

Mas o que isto significa? Em termos práticos, além de não correr o risco de a sua mensagem ser vista e ignorada com sucesso, algo que faz qualquer um sentir-se como um swipe acidental, a pressão de iniciar a conversa e pensar numa frase original, interessante e que já não tenha sido usada milhões de vezes antes deixa de o assombrar. Se isto não é um win-win, não sabemos o que será.

Hater
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Todos temos (ou somos) aquele amigo que odeia tudo – não viu Game of Thrones porque é muito mainstream, não gosta de crianças porque são muito barulhentas e odeia pessoas que andam devagar na rua ou que não conhecem o significado de respeitar o espaço pessoal numa fila de supermercado. Se o perfil soa familiar, temos boas notícias.

Lançada oficialmente em 2017, a aplicação Hater foi criada para aquelas pessoas que estão cansadas de escrever floreados nas descrições ou de criar a ilusão de um perfil demasiado otimista e entusiasta. “Aquilo que não gostamos é uma parte muito importante daquilo que somos, mas é algo que tentamos esconder quando nos apresentamos publicamente”, disse Brendan Alper, CEO da app de encontros que faz match de pessoas que não gostam das mesmas coisas. “Queremos que as pessoas se expressem de uma forma mais honesta. Além disso, é mais fácil iniciar uma conversa com alguém que você sabe que, como você, essa pessoa não gosta de picles”.

Coffee Meets Bagel
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Criada em 2012 como uma forma de inspirar pessoas solteiras a sentirem-se bem consigo mesmas, Coffee Meets Bagel oferece uma escolha de potenciais matches de um modo mais seletivo, que não envolve textos intermináveis ou pesquisas de perfil exaustivas. O conceito é simples: todos os dias, com base nos seus gostos pessoais, hobbies ou idade, a aplicação apresenta até 21 bagels, ou seja, potenciais matches.

Depois de decidir se gosta ou passa, a aplicação seleciona as melhores correspondências potenciais para as mulheres, com base nos homens que expressaram interesse. Apesar da app dar controle a outra pessoa, que irá decidir por si se a relação tem ou não futuro, os prós são mais do que os contras: da escolha mais seletiva até ver apenas os perfis que realmente interessam, Coffee Meets Bagel é uma boa opção para quem procura uma aplicação de encontros time friendly.


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