créditos: Bella da Semana

Al Mare

Diz a sabedoria popular que ter um barco ou lancha proporciona dois grandes prazeres: um na compra; outro na venda. Disso eu não sei, mas, morando em Florianópolis, não é nada mal ter amigos que tenham um ou outro. Essa é uma das razões pelas quais é bom ter amigos de diferentes faixas etárias e classes sociais: a gente acaba tendo um amigo para cada ocasião. E num domingo ensolarado, nada como receber mensagem de um amigo mega charmoso e muito legal pra dar um passeio pela Costa da Lagoa. A mensagem foi bem humorada e inteligente; bem ao estilo dele. Combinamos que nos encontraríamos na marina. Além de ter um super iate equipado com absolutamente tudo que se possa imaginar, ele é uma gracinha de pessoa e parece ser delicioso – não consigo saber ao certo porque ainda não experimentei! Não importa! O que interessa é que hoje quero provar cada pedacinho dele. E hoje lá chego eu muito chique de chapelão na marina. Ele já no barco arrumando coisas, mas vem correndo me receber quando me vê. Como o perfeito cavalheiro que é, primeiro comentário: Nossa, você é linda! E eu só consigo pensar que lindo é o meu biquíni novo por baixo da bata; um recorde: o menor biquíni do mundo! Enquanto andamos até o barco vou um pouquinho na frente e ele percebe por sob a bata transparente. Quando a gente chega no barco ele tá com uma carinha linda, de quem viu e adorou! O Hakuna Matata está equipadíssimo como sempre: o freezer cheio de champa! Antes mesmo de sairmos já to de tacinha na mão, faceirinha! E assim vamos, conversando, rindo, nos divertindo... Até que ele pára num cantinho lindo da estonteante Costa da Lagoa! Ficamos entre a lagoa, cor de esmeralda no dia lindo de sol, e a encosta da montanha, verde musgo à sombra da sua própria sombra. Que momento: merece um mergulho! Ele é super cool, sei que me acha gostosa, mas em nenhum momento demonstra isso demais, não baba, não fica em cima. Isso torna ainda mais engraçada a reação dele quando eu tirei a bata e ele viu a versão full do menor mini biquininho da biosfera: arrancou a roupa em segundos e caiu na água de qualquer jeito atrás de mim. Não pude evitar uma risadinha, mas ele é muito delicioso, pode tudo. Noto que ele tá um pouco sem graça então nado até ele devagarinho, passo meus braços ao redor do pescoço dele e as pernas ao redor da cintura. Ele perde subitamente a timidez e me segura firme pelo bumbum. A química da minha pele combinada à dele ter gerado alguma reação bioquímica adversa: a parte do cérebro dele responsável pelo cavalheirismo simplesmente parou de funcionar. Quando eu menos esperava um dedinho entrava sorrateiramente por de baixo da calcinha do meu biquíni – e pelo tamanho da diminuta peça ele não tinha muito pra onde ir. Já dei essa dica em outros contos, mas tenho que repetir: as roupas devem ser escolhidas com o único intuito de induzir a determinadas situações. Não teve erro, nesse caso: o dedinho entendeu bem o recado e foi direto aonde deveria ir. Essa é a minha parte. A dele, ele sabia direitinho. Que maravilha! A melhor parte de ter orgasmos no meio da Lagoa da Conceição é que se pode berrar à vontade que ninguém ouve. E se alguma lancha ou escuna cheia de velhinhos passa perdida por ali vai ate ouvir, mas nunca vai imaginar. Aproveitei o ensejo e gritei até quase ficar rouca. Mas a posição era cansativa, afinal estávamos os dois batendo pezinhos... então voltamos pro barco. Ouvimos mais um pouquinho de musica e bebemos mais champagne. Ate a hora que ele me convida pra dar uma volta de jet. Ótimo! Adoro velocidade e adoro água; a combinação dos dois pra mim é perfeita. Aditivados pela champa, eu resolvo tornar as coisas um tanto mais emocionantes. Ele senta no jet e me diz pra sentar atrás dele. Eu desato os nós do biquíni devagarzinho e me sento agarradinha atrás dele. Nuazinha. Achei que ele ia enlouquecer, mas... ledo engano, Ste! Ele me leva numa volta – mais sui generis impossível – peladinha por todo o perímetro da Lagoa. O prazer começava ali. Acho que entro muito em contato com a criança dentro de mim, adoro andar pelada por ai. Passamos por todos os restaurantes, escunas, baleeiras e quaisquer outros tipos de embarcação contendo famílias. A sensação de liberdade era inigualável. No meio da Lagoa, no meio do nada, ele pára. Me diz pra ficar parada e com muita habilidade me puxa pra frente dele, sentada no colinho. Não tira o calção. Só abre o velcro e me leva à loucura. Apóia as minhas costas contra o guidão, me segura pela cintura, lambe o meu pescoço e entra. Sem pedir licença. Acesso completamente liberado. Depois de me deixar completamente louca, quando eu pensei que tinha acabado, ele me olha com um sorrizinho sem vergonha no canto da boca. Me vira de costas, como se eu fosse guiar o jet e ele viesse de carona. E me faz chegar ao céu rastafari mais algumas vezes. Depois de alguns papos com Jah, quase já tendo atingido um estado pleno de iluminação, resolvemos voltar pro barco. Tomamos mais algumas tacinhas de Veuve Cliquot, escutamos mais um pouquinho de Nina Simone, conversamos mais um pouquinho sobre a homonecrofilia em patos selvagens e, já na marina, resolvemos ignorar a existência do resto do mundo e enlouquecer mais uma vez no barco. Eu não tinha conseguido colocar o biquíni de volta (depois de andar pelada por horas fica extremamente difícil amarrar coisas pelo corpo) e tava só de batinha transparente... e do barco eu fui pro carro só de bata... Dali fomos pro apartamento dele. Ele fez uma massinha com manjericão, tomamos Bola Valpoliccela e continuamos os trabalhos. Acho que ele tomou uma certa baguinha azul... Mais uma vez agradeço a Deus pela tecnologia farmacêutica.

Stephany


Sobre o Bella Politica de Privacidade Política de Cancelamento Programa Afiliados Área do parceiro Imprensa Contato RSS

Preencha o endereço de e-mail utilizado no seu cadastro para receber sua senha