créditos: Bella da Semana

O que era quente, esquentou ainda mais - assim como o desejo que crescia a cada descoberta

Era uma tarde quente. O suor escorria em minhas costas e a blusa branca colava no meu corpo. Enquanto caminhava, ficava sonhando com água - algo como uma piscina ou banheira com muita água fria para poder refrescar as idéias. Pausa para um refresco num cyber café conhecido. Entre um gole e outro num suco de laranja, aproveitei para dar uma atualizada nos e-mails e conferir as últimas dos principais jornais eletrônicos. Foi quando me dei conta que havia um programa de comunicação aberto. Coisa de alguém ter deixado ligado sem querer. Ficava aquele pisca-pisca na tela "gritando" o nome Paulo. Sem pensar, tomei partido de dispensá-lo: - Amigo, aqui é a Stephany. Você não me conhece e eu nem sei com quem você estava conversando antes, mas agora sou eu que estou aqui e isso tá me incomodando. Tchau, adeus...hasta! Nenhuma resposta. Continuei minha navegação, dessa vez em paz. - É...a senhorita está sozinha aí? Pronto! Perturbação da paz novamente. Mas entrei na onda e resolvi dar pano para a manga. - Estou sozinha sim ... e sem nada! - Moça, você só pode estar mentindo. Como poderia estar nua em plena Avenida Quinze? Ops! - Quem é você? - O loiro a sua direita (rs). - Hum...gostei da sua camisa cor salmão. - E eu da renda lilás da sua calcinha. - (risos) calor aqui, não acha? - Engraçado. Estava agora mesmo pensando em fazer uma sauna. - Sauna? Você é louco? Gosta de sofrer ou sofre de alguma doença incurável? (risos) Tá o maior calor! Estava esperando um convite para um mergulho. - Porque não?! Topa? - Porque não?! (risos) Aproveitar o sol e pegar uma corzinha! - Enquanto eu aproveito a situação para ficar mais um tempo perto da loira mais linda que eu conheci na vida. Papo vai, papo vem sentamos na mesa, tomamos mais um chá gelado e partimos para a casa dele. No caminho, fui sondando: loiro, 1,80, divorciado, médico, descendente de italianos, gourmet, poliglota, educado e romântico. Enfim, a perfeição. Chegamos num lugar maravilhoso, cheio de palmeiras contornando uma subida íngreme que era somente a entrada do paraíso. Porque o verdadeiro paraíso era aquela casa gigantesca e eu lá para aproveitar de graça tudo aquilo. Fiquei por horas girando e vendo tudo impressionada. - Vamos tirar um pouco dessa roupa, mocinha? - Bom, depende! Só se começarmos no ofurô. Acariciando meus ombros e beijando meu pescoço, Paulo tirava lentamente minha blusa e escorregava a ponta dos dedos no meio de minhas costas. Semi nua, eu o abracei e comecei a tocá-lo com a mesma paciência. Pude sentir a palpitação acelerada do desejo na dobrinha da sua virilha, enquanto falava baixinho alguns mimos para deixá-lo mais a vontade. Entramos no ofurô e Paulo me puxou para perto dele ferozmente. Amarrou meus braços com uma fita larga de seda vermelha em algumas alças que enfeitavam aquele cenário e prometeu soltar-me somente depois que eu chegasse quatro vezes ao orgasmo. A partir de então, apaixonei-me por aquela figura de pele clarinha e imprevisível. E assim começou a provocação - Paulo brincava com meu corpo como se eu fosse uma bonequinha de porcelana. Sentia meu gosto, elogiava meu cheiro e a cada curva que ele descobria eu ganhava uma mordida. Nunca me senti tão desejada. Ele puxava meus cabelos para trás e a partir do pescoço, acariciava meus seios com toda sua língua. Não feliz com meu terceiro orgasmo e meio, ele saiu da água e voltou com um balde de gelo: - Muito calor ainda, minha lôra? Eu te quero mais fresca! Jogou todo aquele gelo na água e o esfregava entre meus dedos do pé, chupando-os um a um. E quando já não agüentava mais, ele me desamarrou para irmos para uma cama redonda com lençóis de cetim branco. E ali ficamos, nus e abraçados durante algumas horas a jogar conversa fora e terminar de descobrir alguns segredos dos nossos corpos que possam ter passado despercebido por causa da água. Não conseguíamos mais nos vestir - Paulo fazia desenhos imaginários com seus dedos nos meus seios alternando com beijinhos doces. E o dia terminou com um brinde de um champanhe gelado que bebemos um na barriga do outro como desculpa para começar tudo de novo.

Stephany


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