créditos: Bella da Semana

Relaxa e goza

Essa coisa de apagão aéreo é que nem incêndio, seqüestro... A gente vê na TV, sabe que acontece, mas pensa que nunca vai acontecer com a gente. Mas acontece. Sexta à noite, me abalo eu pro aeroporto, crente e abafando, achado que vou embarcar pra São Paulo às 9 da noite. Ledo engano, caro leitor. O apagão não perdoa. Achando que ia pegar baladinha, ópera eletrônica... Peguei foi um chá de aeroporto. Mas como não sou mulher de me abalar por pouca coisa, subi pro restaurante do aeroporto e fui tomar um chopinho. Bem tirado, geladinho, melhor que a encomenda. E lá fiquei eu, com meu i-book no colo, aproveitei pra escrever, botar os e-mails em dia, observar pessoas pra me inspirar... Praticamente Poliana. Detesto admitir, mas ela estava certa, assim como os budistas: sempre que a gente resolve aproveitar o melhor da situação tudo se resolve da melhor maneira possível. O universo conspira. Bom, dessa vez o universo devia estar particularmente maquiavélico, porque conspirou pro restaurante estar lotado e um piloto maravilhoso pedir pra sentar na minha mesa. É claro que eu também ajudo; fui a única criatura simpática o suficiente pra abrir um sorriso convidativo, oferecendo o lugar com os olhos. Ele era lindíssimo, simpático, inteligente, meio tímido, simplesmente delicioso. Discreto também - era o único homem dentro do restaurante que não olhava pra mim como se eu fosse um pernil Pata Negra. O papo tinha que começar com reclamações sobre o famigerado apagão, obviamente. Clichê, não combina comigo nem com ele, mas não tinha muito como escapar. Mas acabou sendo um excelente começo: descobrimos que ele iria no mesmo vôo que eu - pilotando. Achei aquilo tão cool!!! Ele era cool dos pés à cabeça, mas a situação tornava tudo ainda mais cool. Então continuamos conversando e as quase 5 horas de atraso pareceram sexta à noite num barzinho bem legal. Na hora em que finalmente fomos chamados, nos despedimos cordialmente e seguimos separados para o embarque. A essas alturas eu tenho que ir pro banheiro jogar uma água na cara. Tava ali me fazendo de descolada, mas tava subindo pelas paredes de tesão. Ainda bem que eu sempre levo "primeiros-socorros" na bolsa (pro caso de perderem a mala). Tive que trocar de calcinha, a minha estava absolutamente encharcada. Na verdade, ficar falando tanto tempo com "aquilo tudo" sentada, de calça jeans, não ia dar certo mesmo... A costura no meio das pernas começa a roçar e eu vou à loucura. Acabei gozando no meio do restaurante, mas me fiz de salame, ninguém percebeu. Talvez um tiozinho com cara de psicopata na mesa ao lado... Parecia que ele ficava me cheirando... Bom, não importa. Eu tinha outra calcinha na bolsa, tudo resolvido. Quando estou eu já muito bem sentada, me preparando pra recusar a detestável barrinha de cereal, a comissária de bordo me pergunta docemente: - Senhora Stephany? Eu faço que sim com a cabeça, meio assustada. E ela me pergunta, como se fosse a coisa mais normal do mundo: - A senhora poderia me acompanhar até a cabine, por favor? Nessa hora, não tive duvida, era evidente que era ele me chamando. Ela abre a porta pra mim - sempre com aquele sorriso desconcertante de aeromoça - e eu entro bem desavisada. Quando estou ainda passando por de baixo da porta, ele me agarra loucamente. Fiquei um pouco assustada, preciso confessar, afinal de contas, que história é essa de "apertem os cintos, o piloto sumiu?" Mas olhei e tinha outro pilotado enquanto ele me agarrava na cabine. Céus, que tesão!!! Ser agarrada na cabine, pelo piloto, durante o vôo era uma coisa que nem a minha imaginação fértil de escritora tinha cogitado. Nossa, e o beijo bom, a pegada magistral... Tudo na vida de uma pobre vitima de apagão aéreo. Ele conseguiu me largar por 2 minutos, me mostrar como era a cabine, os controles, toda a parafernália. Me senti uma criança de 5 aninhos, mas super curti. A essas alturas já está na hora de pousar e ele me convida pra "assistir ao processo" na cabine. Concordo, evidentemente. Ele retoma o controle e pousa a nave lindamente enquanto eu assistia a tudo sentadinha pensando que teria que trocar de calcinha de novo! Avião em solo, ele pede para o co-piloto ir "dar tchau" pros passageiros. Dois coelhos com uma cajadada só: alem de se livrar da responsabilidade, cria a oportunidade pra gente ficar sozinhos na cabine. E não deu nem tempo pra pensar: ele veio com tudo pra cima de "moi"! Me beijava, me lambia, me... mas eu ainda de roupa. Ele só abaixou a minha calça quando eu já não sentia mais a minha própria presença ali dentro. E não teve dúvida; arrancou calca, calcinha, deixou tudo no joelho ao mesmo tempo em que colocava as minhas mãos cuidadosamente no painel de controle. Finalmente entendi o conceito mais profundo de Sodoma. Eu não tinha o controle de absolutamente nada ali. Ele fazia o que queria e eu ficava ali, completamente subjugada... ai, que tesão!!! A língua dele no meu pescoço, no meu colo, nas minhas costas... as mãos nos meus quadris apertadinhos, o corpo todinho apoiado no meu e o meu apoiado contra o painel... ele inteirinho dentro de mim!!! Ai, que tesão! Todo o visual de dentro da cabine, o aeroporto, a pista e a respiração ofegante mais deliciosa do mundo no meu pescoço... Segui à risca o conselho da Ministra; ao pé da letra.

Stephany


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