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créditos: Bella da Semana

Fui até um lugar distante e não voltei mais, por causa dos olhos mais penetrantes que eu jamais vi em toda minha vida

Quando bateu o desespero foi que senti, de verdade, que deveria fazer alguma coisa. Seja lá o que fosse e o que eu deveria ter que aprender, mas não poderia ficar mais um segundo sem grana. Depois que perdi aquele trabalho de moda para aquela revista, não estou passando fome, mas tive que cortar algumas de minhas regalias. Como por exemplo, meus acessórios sexuais. Era difícil passar uma semana que eu não fosse deixar um dinheiro para o sex shop perto de casa. Se teve algum, agora não lembro. Bom, e tem algumas coisas que a gente que faz uso "quase diário", que acabam durando pouco. Pois bem, mas esse não é o assunto de hoje. Preciso contar para vocês, até onde eu fui parar com essa brincadeira de "miséria". Eu tenho alguns amigos homossexuais que um dia vieram me fazer uma visita. Durante o papo eles comentaram que havia uma boate que estava precisando de uma dançarina. Taí uma coisa que eu não teria dificuldade para conseguir; sou linda, loira, gostosa e cheia de caras de bocas que com tamanhas qualidades, certamente já me concederiam o emprego. Feito. Depois de um dia já comecei a "bailar" na tal boate. Escolhi as minhas melhores lingeries e dançava todas as sextas e sábados; ganhava muito apenas para deixar os caras babando. E pra mim estava ótimo porque adoro ser admirada, de me sentir desejada e mesmo assim proibida. Sim, eles não podiam me tocar - estava no contrato. Por isso eu poderia dizer que foi o dinheiro mais fácil que consegui na vida. Mas num sábado desses, entrou um moreno que me puxou para dentro dele apenas com um olhar. Coisa totalmente diferente para mim. Sentou-se na mesa da frente e me via dançar com tamanha classe, que parecia nem estar gostando. Um sinalzinho e pediu para que me aproximasse. Fiz um charme que não foi bem um charme, e sim vergonha ... que era aquele olhar?! Mais tarde estava sentada no balcão, quando ele se aproximou e disse "disponível?", respondi que não estava lá fazendo programa e era apenas a dançarina. Me pediu desculpas, virou as costas e foi embora. "Como assim?", gritei. Ele ouviu e voltou, encostou a mão na minha cintura e pediu-me para que eu o acompanhasse. Fomos para uma sala isolada. Eu fiquei em pé, ele sentado acariciava dentro de minhas coxas. Por estar com as costas a mostra, podia sentir bem os seus dedos deslizando e desenhando em minha pele. Apertava forte minhas nádegas forçando-me a sentar em seu colo. Eu estava tonta de olhar para aqueles olhos cor jabuticaba e, hipnotizada, deixei o corpo guiar. Sentei em seu colo, e aos poucos ele ia descendo a alça do sutiã. Me mordendo o pescoço, puxando meus cabelos para trás ... eu estava alucinada com tudo que acontecia naquela sala ampla, solitária e tão iluminada em que podíamos ver tudo que o outro tinha e fazia. Ele retirou sua camisa e colou minhas mãos por dentro de sua calça, simulando movimentos lentos para ajustar seu quadril ao meu corpo. A temperatura aumentava. Eu podia ver fumaça saindo de minha pele. Colocou minhas mãos para trás e as amarrou com a própria camisa que vestia. Abaixando minha calcinha, abusou do meu desejo. Me fez amar e sofrer ao mesmo tempo - eu já não enxergava mais nada, a não ser o brilho do suor em seus braços que ofuscavam minha vista. Serenamente tudo terminou com um longo beijo. Ele vestiu-se, deu-me um beijo do lado direito do rosto e disse que qualquer outra hora poderia aparecer na boate de novo. Sou outra - apaixone-me por aquele homem que nem o nome eu sabia. Pedi demissão naquele mesmo dia e, com o dinheiro que ele deixou pra mim (que não foi pouco), fui direto a sex shop comprar uns souvenirs para tornar ainda mais real aquela viagem.

Stephany


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