créditos: Bella da Semana

Enquanto a noite seguia quente, só pra mim estava tudo colorido

Saudade de ter alguém para me abraçar forte, para segurar minhas mãos e me convidar a entrar num mundo onde a tristeza me é cega e o permitido é enxergar apenas o incerto. Um incerto cheio de flores e cores, tendo ao fundo um azul vinho - onde mora o incerto. Um negro espaço colorido de sabores e delícias jamais provadas. De tentações nunca experimentadas - virgens. Suspiro. Tive que voltar para o corpo, prestando atenção no que aquele homem negro me perguntava, enfiando-me um bilhete nas mãos e insistindo em saber minha graça. Bom...comecemos a noite. O segurança, um negro bem vestido apreciador de decotes, sorria para mim com um jeitinho maroto perguntando meu nome para colocar na - comanda´. Somente mais alguns degraus para dar início a minha festa. Fumaça, hip hop, muitas mulheres lindas encaixando-se enquanto embalavam os quadris e homens que, segurando a parede, limpavam a baba que escorria no canto na boca. Aquilo já bastava para me deixar contagiar. - Uma dose de absinto, por favor? - Sua comanda, madame? Ótima pergunta! Onde andava aquela comanda minúscula dentro da minha bolsa cheia de coisas grandes. Voltei a portaria em busca do maldito papel. - Moço, acabei de perder minha comanda. - (risos) Você não perdeu, não. Eu que "esqueci" de lhe entregar. - Engraçadinho! E como eu faço para tomar alguma coisa, agora? - Vamos ali, faço questão de lhe pagar a primeira. Dirigi-me ao balcão, acompanhada daquele Zulu de 1,90 de altura e "largura" para ser batizada. Após a primeira dose e meia, "meu Zulu" deslizava os dedos por meu umbigo e arriscava umas mordiscadinhas no pescoço. Ele tirou o copo da minha mão, olhou nos meus olhos e eu, que já não conseguia olha-lo da mesma forma, tentei prestar atenção no que dizia: - O que você estava pensando quando entrou, mocinha? - Saudade de ter alguém para me abraçar forte, que segure minhas mãos e me convide a entrar num mundo onde a tristeza me é cega, permitindo-me enxergar apenas o incerto. Um incerto cheio de flores e cores, tendo ao fundo um azul vinho onde mora o incerto. Um negro espaço colorido de sabores e delícias jamais provadas. De tentações nunca experimentadas - virgens. - Vamos? - Onde? - Nesse lugar onde você imaginou. Fendou-me com a gravata e guiou até uma sala. Quando pude ver aquele quarto colorido e pintado com figuras de flores foi que entendi que o incerto, na verdade era ele. Ergueu meus braços e despia-me lentamente. Beijando meus braços, meu pescoço e falando do meu perfume, posicionou-me nua no canto do quarto e me chamava de Eva. De joelhos, ele ia acariciando minha barriga e não me tocava nas partes íntimas, fazendo-me subir pelas paredes até chegar em outra dimensão. Uma dimensão outra, onde já me encontrava deitada sob a mesa, com os braços jogados para fora e ele, internamente, mostrando-me até onde podíamos chegar juntos. Um lenço de seda branca me prendia os pulsos e olhos cor jabuticaba me prendiam aquele deus, meu Zulu de alma multicores. Minhas pernas contornavam seu quadril e ele brincava, se divertindo ao descrever meus seios. No fundo, um som anos 60 que rodopiavam as flores da parede ao meu redor. Enlaçada pela cintura, dançamos nus nos tocamos até onde nossos braços alcançavam. Até que... fim da música, fim das cores, fim das luzes. Black out! Agora, com licença, nada melhor do que um "escurinho gostoso" para ficar mais à vontade.

Stephany


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