créditos: Bella da Semana

Salada de frutas

Nunca havia parado para reparar na beleza peculiar das frutas. Seu sabor e aroma inspiram uma essência de desejo, algo parecido com o mesmo odor inebriante de homem. Um verdadeiro convite à apreciação da imensidão negra da noite, se entregando a lua do jeito que viemos ao mundo. Isso tudo veio à tona quando iniciei meu curso de Nutricionismo. Horas trancadas entre 4 paredes sem ver a noite cair e a chuva molhar; o ar condicionado enganava o cheiro das verduras e legumes que manuseávamos durante horas muito interessantes. Aprendi que um pepino e uma cenoura não possuem apenas um formato interessante, como revelam sabores diferentes quando ingeridos em conjunto, por exemplo. Mas o que interessou-me foram as frutas e o quanto ainda poderia aprender com elas. Jonathan, o professor, gostava de ensinar com o coração. Pedia que as alunas apreciassem cada fruta antes da confecção de um doce, para que ao final de seu preparo, este não perdesse seu verdadeiro sabor. Um homem completamente incomum; ele tinha um gosto que eu podia sentir com os olhos e um cheiro que eu podia sentir com os dedos. Mas, como nunca fui assídua à aula nenhuma, tive que recuperar algumas faltas com básicas aulinhas particulares. Jonathan pegava as frutas como se fossem diamantes e fazia com que eu as tocasse da mesma forma. As bananas eram grossas e grandes, e os melões suculentos e saborosos. Impressionado com minha visão aguçada das frutas, fomos direto às aulas práticas. - Você sabe porque o melão tem essa forma? Aos poucos Jô ia debruçando seu peito sobre mim. - Porque isso que lhe dá o sabor, nem doce nem amargo, mas perfeito. Mordiscava meus seios por cima da blusa mostrando o porque das minhas aulas de recuperação. Abaixou-se para pegar um morango que teria, propositadamente, jogado no chão. - Já percebeu que só o morango tem essa cor? Enquanto seu rosto estava por baixo de minha saia, e eu não contia o riso: - Existem coisas, Stephany, que somente a natureza tem o dom de criar. Não pude me conter àquele assédio tão "saudável" e precisei entrar em ação: - E você sabe me dizer, Jonathan, porque a banana tem essa forma tão interessante? Abri vagarosamente o seu zíper e tratei de caprichar no "mimo". Com as mãos, esfregava aquela "fruta" cor-de-rosa entre meus seios e continuei minha colocação: - Porque ao ver a rigidez da banana, qualquer moranguinho fica completamente vermelho. Todo envolvido de saliva, usei minha língua quente para desenhar todos os detalhes de Jonathan. Puxando meus cabelos, ele chegou forte em mim enquanto eu estava apoiada sob o balcão dividindo espaço com as maçãs. Após muitos carinhos, ele cuidava da banana para que ela também participasse da brincadeira - aquilo me tirava do sério. Naquele momento me vi subir pelas paredes. Completamente nua, subi no balcão rebolando minha frutinha no rosto de Jonathan. Após a avaliação de todos meus dotes culinários, nos enrolamos em toalhas de mesa e fomos rapidamente para minha casa. Haviam frutas na geladeira que, se não fossem logo saboreadas, poderiam estragar.

Stephany


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