créditos: Bella da Semana

Prose it!

Coisa boa que é melhor amiga! Denise agora ta casada, mas ao invés de o marido separar a gente, juntou-se à turminha. E no sábado anterior a Páscoa resolvemos ir todos ao Vechio, um barzinho bem legal aqui de Floripa.

E qual a minha surpresa quando dou de cara com o melhor amigo dela  que tava noivo/casado/morando em marte/whatever que eu não via desde o colégio. Ele sempre foi gatinho, carinha meio de Tom Cruise, mas nunca exatamente o meu estilo  até então! Agora ele anda mega ótimo, charmosíssimo, inteligentíssimo, bom papo, moderninho (tava como melhor amigo gay, adoooooooro), enfim, cheio de issimos.

E um papo bom foi levando a outro, uma coisa foi levando à outra, uma mão ali foi levando a uma mão aqui, até que quando dei por mim a gente tava no banheiro da casa de outro amigo, num after. Mas era pouca gente, casa de amigos, achei meio chato, resolvemos sair dali.

Minutos depois, já no elevador do prédio dele, ele me virava do avesso. Me virou de costas pra ele, segurou meus dois braços esticados pra cima e me deu uma pequena preview do que aconteceria na seqüência. Excelente! Principalmente porque ele percebeu que apesar de eu ser a chefe e estar em controle de praticamente tudo ou talvez exatamente por isso  esse é o tipo de situação onde eu adoro ser comandada.

No caminho entre o elevador e a porta eu, acidentalmente, claro, deixei cair meu vestido deixando que ele me assistisse percorrer o trajeto coberta por uma ínfima calcinha Victoria Secrets, equilibrada sobre um altíssimo Manolo Blahnik salto agulha.

Ele deve ter adorado a cena porque no exato momento em que a porta fechou, ele me pegou pelas pernas (presumo que o meu estado etílico não fosse dos mais confiáveis pela extrema falta de detalhes que permeiam a memória) e me levantou acima dos ombros dele, encostada na parede. Preciso admitir que esse não seja meu prato favorito no menu, mas quando bem feito me leva a outros níveis de consciência.

A próxima cena da qual me lembro já acontece no quarto. Eu contra a parede de novo. De costas agora. Ele segura as minhas mãos acima da minha cabeça, completamente dominada. Beija meu pescoço, minhas costas, a curva dos meus quadris. Pára entre as minhas pernas e respira. Respira fundo. Eu só vejo a parede e só sinto a respiração dele. Ritmada, profunda, enlouquecedora. Vontade de gritar. Eu grito. Ele me joga na cama, de bruços. Não resisto, espero.

Movimentação longe do meu corpo  camisinha, penso eu. Resolvo me virar pra fazer parte do processo. Nessa hora, juro que tocou uma musica. Ele deitado de costas, abrindo o pacotinho com os dentes. Mas os meus olhos são atraídos por outra região corpórea. Aquilo tinha deixado de ser um falo antes dos 15 anos, imagino. Agora, na plenitude dos 30, era um príapo, em todo o seu esplendor. Na minha cabeça, um coral gregoriano fazia: Coooooooooooohhhhhhhhhh!! Juro! O papel de dominada terminava ali.

Não tive dúvida, fiz de conta que era um cavalo encilhado e montei. Na verdade não tive dúvida, dó ou piedade. Aproveitei pelo máximo que pude, por horas a fio. Ele também, acho.

Ah, ele mora em Blumenau, lugar da segunda maior Oktoberfest do mundo, depois da de München. Prose it! Ou wurst, whatever...

Stephany


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