créditos: Bella da Semana

Proposta indecente

Coisa boa que é o reconhecimento por um trabalho bem feito. Acordar com um convite pra almoçar do dono da Editora concorrente é o melhor despertador. Melhor do que isso só dizer que já tem programa pro almoço e marcar uma %u201Chora feliz%u201D no Irish Pub.

Então fomos, o Mickey <apelidinho que ele ganhou no colégio>>, a Lele, sócia dele, e eu. Loucamente.

Detalhe surpresa: eu conhecia o nome de ambos, mas nunca havia tido o prazer se sua companhia; e eu queria muito que alguém tivesse me avisado que o Mickey é uma delicia!!! Eu tinha que ter me preparado psicologicamente praquilo. Ele não tem o direito de ser tudo isso! Inteligente eu até  imaginava que ele fosse, mas brilhante, engraçado, charmoso, bem vestido, descolado... eu não tava preparada mesmo.

Bueno, chegamos, escolhemos uma mesinha e pedimos a primeira rodada de Guinness. Papo vem, papo vai, não tem ninguém (...) e antes de a garçonete voltar a Lele já manda na lata:

- A gente sabe que tu estás contente com a tua editora, mas gostamos muito do teu trabalho e estamos dispostos a fazer valer pra ti.

Mulher poderosa essa... linda, sexy, cheirosa, segura de si... Bem o meu tipo. Quieta, séria, daquele tipo que fica bem louca se a gente aperta o biquinho do seio com forca.

E ele ali, quieto, observando, não se metia.

Juro que não pedi pra sair, mas tive que pedir pra ir ao banheiro. Precisava desse tempo. E dar uma olhada no cabelo e no decote também, porque né?

Quando voltei pra mesa os lindos pints de Guinness já estavam lá. Brindamos e eu dei uma desconversada. Falei do quanto eu aprecio essa magnífica cerveja, que a Irlanda é o pais mais legal do mundo, contei historia de viagem, não tem ninguém... Eles perceberam o que eu tava fazendo e deixaram rolar. Adoro esse cavalheirismo dos acordos tácitos.

Comemos, bebemos, demos risada e a Lele mudou de tática:

- Deu de Guinness! Alguém me acompanha num Long Island ice tea?

Não sou de fazer isso, mas pago pau pra essa mulher! Juro! Chamou na chincha assim, eu não pude me mixar, né? Ciente, é claro, que Long Island é o drink mais não tem ninguém da biosfera, mas fui.

Dois Long Island depois, já estávamos os três pra lá de Islamabad. E eu tentando manter algum neurônio em funcionamento pro caso de eles voltarem a falar em negócios. Não com muito sucesso, admito.

E a perna dele encostando na minha por baixo da mesa. Dando choque cada vez que encostava. E eu pensando, não dá, não pode, onde se ganha o pão não se come a carne, blábláblá, e quando eu vi minha mão já tava agarrando a coxa dele. É incrível como algumas partes do meu corpo têm vida própria. Principalmente quando etilicamente estimuladas.

E papo e gargalhada e mais papo e mais Long Island e a mão dele em baixo da minha saia. Com a abismal quantidade de álcool correndo desenfreada pelas minhas veias ficava difícil disfarçar o quanto aquilo era bom. E o dedinho habilidoso puxa a minha calcinha pro lado. E eu tentando disfarçar já completamente consciente de que não tinha sucesso algum. E o decotão da Lele quase pulando em mim. E o Long Island tomando conta. E o dedinho me mostrando novas dimensões de prazer. Ai, não vou segurar, vou ao banheiro!

Mas é evidente que a Lele veio atrás de mim. E não deu tempo pra nada: me jogou na parede e mandou ver. Outras meninas entravam no banheiro e saiam horrorizadas, pacote completo! Mas resolvi que sexo com mulher em banheiro de bar é muito anos 90, tinha que finalizar em outro lugar.

Quando voltamos pra mesa, o Mickey já tinha tomado conta da conta e pedido o carro.  Voamos ate a minha casa e eu decidi tomar as rédeas; amarrei um em cada cadeira da sala e lentamente fui tirando cada pecinha da minha roupa. Quando sobrou só o par de meias 7/8 com renda na coxa parei e resolvi me divertir mais um pouquinho. Fui até o bar, peguei mais um drink, dancei um pouquinho... e resolvi me divertir de verdade.

Sentei de frente pra eles, estiquei a perna direita pra cima e deslizei a meia milímetro por milímetro. Fiz o mesmo com a esquerda. Caminhei até a Lele, soltei as mãos dela e entreguei uma das meias. Ela sabia exatamente o que eu tinha em mente. Vendamos os olhinhos apertadinhos do Mickey e começou a brincadeira: coloquei a ponta do meu indicador direito suavemente no lábio inferior dele. Tentou morder. Vez da Lele, pontinha da língua brincando docemente com os lábios dele. Tentou beijar. Ela tirou depressa. Bico do meu seio escorregando pelo nariz até a boca. Deixei que ele encostasse a língua por quase um segundo. Curva do pescoço da Lele. Minhas costas. Coxa da Lele. Sentei no colo, de frente pra ele. A Lele desfez o nó e as mãos dele percorreram todo o meu corpo. Sem pressa. Desabotoei a camisa; a Lele tirou. Abri o cinto, desabotoei a calca e deslizei o zíper dente por dente. Lele puxou a calca por baixo de mim. Levantei. Uma de cada lado, puxamos a boxer branca com os dentes até as canelas. Ele soltou a venda, segurou meus dois braços com forca atrás do meu corpo e amarrou com a mesma meia de seda. Ela riu, me beijando em seguida. Ele não foi tão gentil... apertou meus mamilos com força enquanto sorria pra mim. Eu quase gritei de dor e de prazer ao mesmo tempo. Enquanto ela continuava me beijando ele me dava tapas, beliscões, apertões... mas me lembrava como é bom ser mulher. Repetidas vezes. Enquanto isso a Lele... Bem, a Lele me lembrava o quanto eu gosto de ser eu mesma e não me limitar! Até que ele me soltou... ainda bem que eu não tenho vizinhos próximos, senão acho que tinha rolado polícia.

Assinei o contrato pela manhã. Distribuição internacional e adiantamentos indecentes. Acredito que os orgasmos inenarráveis durante toda a noite tenham sido um bônus de Natal...

Stephany


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