créditos: Bella da Semana

Contos Proibidos da Marquesa Stephany

A melhor coisa de fazer aniversário no mesmo dia em que a Madonna é que já é automaticamente temático. Mas esse ano resolvi levar a temática mais ao pé da letra: fechei um clube de S&M numa cidade aqui pertinho e chamei meus amigos todos. Tinha que ir a caráter, é evidente.

Por incrível que pareça, não é que o povo foi? E apesar de ser bastante estranho ver alguns amigos mais caretas de calca de couro com a bundona de fora e acessórios afins, foi extremamente divertido ver como todo mundo se solta se corretamente estimulado. Como diria o saudoso Fernando Rocha, professor querido da época de faculdade, %u201Ctarado e um normal pego em flagrante%u201D. Enfim, tirando bondage, a galera fez de tudo; eu andei de salto em cima de um amigo, geral usou chicote e algemas, meninas se esfregaram umas contra as outras, meninos dominaram e se deixaram dominar, me senti num Satiricon da era contemporânea.

Mas pra toda orgia sado-masoquista tem um limite. Chegou uma certa hora que as pessoas começaram a voltar a si e a discretamente ir embora %u2013 pra nunca mais tocar no assunto umas com as outras, sem duvida.  E só foram ficando os pervertidos de verdade, como eu e meu amigo Rada.

Uma das características que mais gosto nele é que é um dos poucos que me acompanha no quesito etílico. Até o começo do êxodo a gente tava tomando champa ou qualquer coisa assim de mulherzinha. Depois de ida a primeira leva de caretas, no entanto, resolvemos passar pra uma coisa mais condizente com a situação: absinto. Apesar de não ser %u201Ca louca%u201D do anis, achei que a %u201CFadinha Verde%u201D seria muito tudo a ver! E suuuuuuuuuuper foi!
E depois de muito abusar da %u201CSininho%u201D, inspirados pelo astral de chicotes e outros tantos instrumentos de tortura,  achamos uma boa idéia %u201Cbrincar%u201D de Vale Tudo. O Rada é grande, mas não é dois; não tem ninguém, eu acabo sentada em cima dele com o meu antebraço pressionando o pescoço dele. Ele riu, tentou sair e nada. Ia começar a sufocar. Eu dizia: %u201CPede penico, Rada!%u201D Ele ria, tentava sair de novo e não conseguia. Até que ele traz a cabeça mais pra perto %u2013 eu assumo que tentando sair da posição %u2013 e me dá um beijo na boca!

Normalmente a minha reação seria dar risada, dizer pra ele que valeu a tentativa e continuar exatamente na mesma posição. Mas não foi. E esse pode ter sido meu grande erro... ou não (pra parafrasear a bahianidade nagô de Caetano Veloso). Não sei se foi culpa daquela fada maldita, do clima bizarro do lugar ou do tesão louco que correu pelo meu corpo todo na velocidade da luz naquela hora. Talvez uma soma de fatores. Mas o Rada é meu amigo, não é um cara particularmente bonito e certamente não é um cara por quem eu já tenha sentido qualquer coisa remotamente parecida antes daquele momento preciso. E a minha reação foi sair de cima dele de supetão, assustada!

Ele riu e veio pra cima de mim. Eu tentei sair, disse que não, mas o Rada é grande, forte... segurou meus dois braços em cima da minha cabeça com uma mão só. Nunca tinha me dado conta do quanto a mão dele era enorme! Mas continuei resistindo, não ia me deixar subjugar sem luta. Quando ele percebeu isso, não pensou duas vezes: algemou meus dois braços atrás de mim %u2013 assim ele teria os dois braços pra %u201Cdar conta%u201D de abrir minhas pernas. Eu continuei lutando como podia. Gritava, esperneava... mas o povo do lugar não via nada de incomum nisso, obviamente.

Então o Rada me amordaça e me venda; praticamente come minha calcinha que não era comestível, era de couro, preta. Eu não consigo mais ver nada, só sentir. E quanto mais eu resisto e me remexo, mais eu sinto a língua dele me invadindo, tomando conta de mim. Eu tento fechar as pernas, mas ele segura meus joelhos, quase me machucando. Depois dedos. Dedos, dedos, dedos. Dedos grandes, invasivos, abusados. Eu ainda me mexia, ainda tentava. Em vão.
Ele me levanta do chão. Eu não consigo ver nada. Sinto a mesa a minha frente. Ele empurra meu tronco contra o tampo da mesa e me segura pelos quadris. Agora se eu me mexer é pior, então fico quieta. Rezo pra ele não lembrar dos chicotes espalhados por todos os lados. Acho que não foi esquecimento; ele pensou cuidadosamente e chegou a conclusão que a própria mãoo era um fantástico acessório de sadismo. Cobriu meu bumbum de tapas. Eu me sentia queimando. Ele então ria, soprava, lambia. Depois me dava dentadas.
Barulho de móveis se arrastando. Eu não sabia onde ele tava. Nem me mexia, petrificada. Ele me virou de frente pra ele de novo, eu sentia pela respiração. De repente me puxou e me sentou. Percebi que estava no colo dele. Dessa parte em diante confesso que foi difícil fingir que não tava gostando ou que tava assustada. Mas continuava vendada e com as mãos algemadas, então acho que a brincadeira ainda tava valendo.

Tive a confirmação logo em seguida, quando ele segurou o meu queixo com força e perguntou se eu tava gostando. Eu não respondia nada, só rangia os dentes. Então ele me puxava com mais força contra o corpo dele, me segurava, me dava tapinhas na cara, na coxa, na bunda... Eu não conseguia nem respirar.

Mudança de posição: chão. Ele percebeu que eu não conseguia deitar de costas no chão porque minhas mãos estavam algemadas nas costas. Tirou as algemas, colocou meus braços pra cima e continuou segurando firme com a mão direita. A esquerda ele usava pra puxar o meu quadril com força. A movimentação começou a ficar intensa. Apesar de estar ali, sem controle algum da situação, consegui perder o controle!! E ele... também!

Percebi a oportunidade e ia pular em cima dele mais que depressa, virar o jogo. Não consegui. Continuamos no chão alternando as mais variadas posições até que o dia começava a amanhecer e o pessoal veio pedir pra gente se retirar.
Ele me deu uma carona pra casa. Apesar de ser contra os meus princípios, convidei pra entrar. Passamos o dia todo dormindo. A noite tomamos um vinhozinho pra acordar e...

Stephany


Sobre o Bella Politica de Privacidade Política de Cancelamento Programa Afiliados Área do parceiro Edições Imprensa Contato RSS

Preencha o endereço de e-mail utilizado no seu cadastro para receber sua senha