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créditos: Bella da Semana

Almoço de Natal

Existem momentos na vida em que a gente sente que precisa rever os próprios conceitos. Eu me encontro em um desses momentos. Conheci um amigo de uma amiga e aquela coisa toda, não tem ninguém, barabim barabom, não estamos namorando, mas estamos sempre juntos.

E de alguma forma essa pessoa parece ter funcionado como uma espécie de vacina praquela minha alergia crônica: relacionamentofobia aguda. Ele me liga, me manda mensagem, eu vou pra casa dele, ele pra minha, e nada disso me cansa, me sufoca ou me traz qualquer tipo de sensação desagradável. Muito pelo contrário; ando vendo passarinho verde...

Aliás, passarinho, não! Tá mais pra peru de Natal: grande, tenro e suculento! Convenhamos que eu posso até ter revisto alguns conceitos, mas algumas coisas são pra sempre.

Nessas ele me mandou um SMS do trabalho esses dias: %u201C Estou me sentindo pornográfico hoje, acordei com uma vontade louca de te comer!%u201D

Opa! Eu tava dormindo ainda, mas super acordei! Nem levantei, fiquei na cama esquentando os motores. E aproveitei pra responder %u2013 que eu de passivona não tenho nada: %u201CNossa, já acordei na pilha!%u201D

E ele responde: %u201CVontade de te beijar, te lamber, te chupar...%u201D

A essas alturas eu já to em festa com o %u201Ccoelhinho%u201D na minha cama: %u201CChego a sentir a tua respiração na minha nuca...%u201D

Ele (numa velocidade impressionante): %u201C Adoro morder teu pescoço e tuas costas enquanto entro devagarinho... bem fundo!%u201D

Nesse momento eu enlouqueci completamente! Joguei o coelho longe e comecei a pensar no que eu ia fazer pra conseguir o que eu queria. E logo. Olhei no relógio, 11:00. Vai ter que rolar na hora de almoço dele. Mandei logo: %u201CTo indo te pegar pra gente almoçar.%u201D

Ele entendeu o recado na hora, claro. Inimaginável eu em um embrião de relacionamento com alguém que não fosse, no mínimo, rápido pra sacar as minhas meias-palavras. Tomei o banho mais rápido da história desse país, coloquei o vestidinho mais indecente do Mercosul  e me joguei.

Ele mal entra no carro e eu saio cantando pneu. Ele tem que voltar pro trabalho, a gente não tem tempo a perder. Ele beija meu pescoço, meu ombro, meu braço... e a mão já sobe pela minha cocha. Dificílimo de dirigir! Mas eu sigo, determinada. Aonde vamos, aonde vamos, aonde vamos? Voltamos pro escritório dele. Subimos e nos deparamos com o pessoal da manutenção do ar condicionado. Jura, né? Eu a essas alturas, mais louca que o Bozo com extasy, o tempo se esgotando, não deu outra: estacionamento do prédio onde ele trabalha.

Voltamos pro carro completamente alucinados! Ele senta no banco do carona e eu no colo dele, de frente. Nada de beijo, abraço, carinho, nenhum dos dois agüenta mais de vontade. Ele abre o zíper, afasta a minha calcinha pro lado e me puxa contra ele. Não existia a menor possibilidade de eu não gritar loucamente numa hora dessas. E assim aconteceu. Orgasmos inenarráveis são espontâneos; e completamente mágicos!

Acabada a agonia, deu vontade de beijar, lamber, chupar... Mas ele tinha que voltar pro trabalho. Combinamos de continuar naquela mesma noite. Ele saiu do trabalho direto pra minha casa.

Enquanto isso, sigo eu pra minha casa, pra [tentar] trabalhar um pouco à tarde. Às duas me liga o meu amigo Rogério, convidando pra almoçar. Explico pra ele que tive um almoço de Natal ; comi peru. ;)

Stephany


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