créditos: Bella da Semana

Tudo tem uma primeira vez

Feriadão em Florianópolis é sempre divertido! Apesar de viajar bastante, de vez em quando gosto de ficar aqui, curtir a turistada e, principalmente, ver os amigos que não moram mais aqui. O ultimo, do dia do trabalho, não foi diferente. Fiquei por aqui e acabei encontrando um monte de gente que eu não via há um tempão! Entre tantos amigos tão queridos, acabei encontrando um amigao que eu não via há mais de 10 anos! Fiquei super feliz, a gente era melhores amigos, mas depois que ele se mudou pra São Paulo a gente perdeu contato. Sentamos sozinhos num barzinho pra botar o papo em dia e lembrar as loucuras que a gente fazia. O que eu não esperava era que ele ia me lembrar de uma historia especifica: a minha famigerada primeira vez! Fiquei branca só de lembrar! Apesar de ser muitíssimo legal, pra quem ta de fora ela pode parecer meio sórdida, então acabei guardando segredo. Acho que por isso, talvez também por não ver o Gui há tanto tempo, acabei esquecendo completamente disso. Então, antes que vocês se matem de curiosidade, melhor contar logo. Eu sempre fui maluca por sexo. Desde que eu me lembro que existo eu já brincava com o meu corpo - nem sei se dá pra chamar isso de masturbação, mas era uma coisa sexual, disso eu tenho certeza. Na adolescência então, eu enlouqueci. Mas aquela coisa, cidade pequena, interior, tem que dar uma segurada... Até que eu vim pra Floripa: ai foi só alegria! Mas quem diria, que logo a minha virgindade seria tão apegada a mim. Depois de inúmeras tentativas, nada! Não entrava, era muito apertadinha - até hoje é. Então deixei quieto, meio que desisti. E essa foi justamente a época que eu e o Gui nos aproximamos. Mas a gente era melhores amigos, não rolava nada. E foi nessa época também que eu arrumei o meu primeiro namoradinho serio. Pequeno detalhe: ele também era virgem e muito amigo do Gui. Apavorei!!! Se eu já não conseguia com os experientes, imagina com um cabacinho. Por Jah nos céus Rastafaris! Mas fui levando. Um mês de namoro, ele quieto, mas eu não agüentava mais. Avisei que ele dormiria na minha casa num certo sábado de novembro de 1900 e bolinhas... Ele ficou meio apavorado, mas disse que ia. A essas alturas quem ficou apavorada fui eu. O que fazer? Ligar pro Gui na mesma hora. Ele disse pra eu ficar tranqüila, que ia dar tudo certo, que ele ia tentar dar umas dicas, mas que ia ser muito legal. Confiei. So que na sexta anterior fomos todos fazer festa na casa de praia do namoradinho. A gente chamava aquelas festas de churrasco, mas nunca ninguém comprava carne. Era so um bando de adolescentes enchendo a cara de cerveja e pronto - mega divertido! E naquela sexta tinha um show e todo mundo ia, então o "churrasco" ia ser um esquenta. Muito bem, sei la que horas da noite, todo mundo já bem passadinho, fomos nos arrumar pra ir ao show. Na hora do banho, uma confusão: dois banheiros pra um milhão de aborrescentes bêbados não é a melhor das matemáticas. Nessa hora o Gui tem a brilhante idéia de voltar pra casa pra tomar banho. Resolvo aproveitar a carona. Até que ele passa pela frente da minha casa e não pára. Disse que achava que era melhor eu tomar banho na casa dele, ele tava sozinho mesmo e ia ser mais rápido. Numero 1: eu tinha apenas 18 aninhos, recém completos. Numero 2: eu já tinha bebido muito mais latinhas de cerveja do que deveria. A conclusão é bem obvia: pra mim fez muito sentido. Já na casa dele, ele me encaminha pro banheiro dele e diz que vai tomar banho no banheiro dos pais. Eu fecho a porta, ligo o chuveiro e tiro a roupa. Nesse exato momento ele bate na porta. Eu me enrolo na toalha pra abrir. A esse ponto acredito que a historia esteja bem obvia, mas... E claro que quando eu dei por mim ele já tava me beijando e arrancando a toalha com força, me deixando completamente nua em 1 segundo. Eu não conseguia decidir se tava assustada ou excitada, mas não me preocupei muito com isso. Deixei rolar. Ele me jogou na cama - nada daquela coisa delicadinha de primeira vez, ele sempre me conheceu muito bem - e lambeu o meu corpinho nu de virgem inteirinho, sem deixar nenhum milímetro. Quando ele saiu pra colocar a camisinha eu quase chorei, não agüentava mais de vontade. Não sei como eu sabia, mas ajudei ele direitinho. Acho que minha obsessão pelo órgão sexual masculino começava aí. Em menos de 5 segundos ele tava em cima de mim. E essa foi a melhor sensação da minha vida. Ele escorregou pra dentro de mim com uma facilidade inimaginável. E exatamente nessa hora eu tive o meu primeiro orgasmo (interno) da minha vida! E o mais intenso! Gritei ate ficar rouca. Ele também não agüentou muito tempo, mas foi o suficiente. Depois ficamos ali abraçadinhos, rindo e conversando. Mas tínhamos que nos arrumar, voltar, tinha o show, tinha o namorado... Nunca vou me esquecer daquela volta. Eu ria de tudo, achava tudo lindo, não parava de sorrir! E ele: "Ste, você tem que parar de agir como quem viu passarinho verde!" prometi me comportar e fomos em frente. Nos comportamos como se nada tivesse acontecido, evidentemente, e a vida seguiu em frente. No dia seguinte tive outra "primeira vez" com o namorado e ele nem notou: ainda era apertadinha, ainda sangrou... ele estranhou um pouquinho a minha tranqüilidade, mas foi so. Se eu não tivesse continuado com o mesmo namorado por 6 anos e o Gui não tivesse continuado sendo o nosso melhor amigo durante todos esses anos, eu nem acharia a historia sórdida. Pra dizer a verdade, não acho. Sempre vou lembrar com carinho dos dois...

Stephany


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