créditos: Bella da Semana

Aventuras em Itacaré

Programação do Carnaval 2007, como sempre, fugir das festas de Carnaval. E quem diria, acabei indo pra Bahia. Mas nada de Salvador, bloco, trio elétrico, axé, aquela coisa toda. Ao invés disso, aceitei o convite da minha amiga Sophie e fomos pra Itacaré, pertinho de Ilhéus, paraíso do eco turismo, do reggae e, claro, dos surfistas! Avisa lá que eu vou, honey bunny! Zen nozão! O lugar é ainda mais lindo do que eu podia imaginar! O astral, indescritível. Testosterona bombando por todos os lados. Surfistas lindos, de todas as idades e lugares do mundo, parecia um menu degustação - hahaha, até eu achei essa observação cretina... Mas não retiro o que disse - era esse o meu sentimento e sou sempre muito fiel aos meus sentimentos. Chegamos a Ilhéus no final da tarde e mestre Zulu, amigo da Sophie, muito gentilmente veio nos buscar. Foi o tempo de deixar as malas na pousada - a mais charmosa em que eu já fiquei na minha vida - e ir comer um crepe no tio Gui! Logo em seguida, reagge no Corais, no cantinho da praia, melhor impossível! Opa! Fica melhor, sim, beeeem melhor! To lá eu bem quieta no meu canto, tomando uma cervejinha no melhor estilo "hoje não sou Stephany" quando aparece um menino lindo e começa a conversar comigo. Menino porque ele devia ter no máximo 23, 24 anos, uma gracinha! Apesar de surfista, o papo ótimo, cabeça aberta, maduro. Ficamos ali até o final da noite, conversando, aquela coisa toda, e eu pensei: "Tenho que dar um beijinho nele, pelo menos. No mínimo um prêmio de consolação por ter ficado ali de plantão a noite inteira". Pois muito bem, quem ganhou o premio fui eu: que beijo! Macio, suave, mas firme; como ele. Meigo, gentil, mas com uma postura de quem sabe a que veio. Tudodebom.com.br. Como é bom só beijar! Fazia séculos que eu não fazia isso. No meio disso tudo, resolvo eu perguntar a idade da criatura. Não sei pra quê, arroubo de consciência, estupidez momentânea, só sei que perguntei. E ele me responde: "18". E eu: "Hahaha! Não, serio, quantos anos tu tens?" E ele de novo:"18". Comecei a não achar tanta graça, fiquei ali parada meio catatônica, olhando pra ele. Foi quando ele, provavelmente inspirado pela minha magnífica idéia, muito inocentemente me pergunta: "E você?" E eu, ainda estupefata, respondo: "29." E ele: "Hahaha! Não, sério, quantos anos você tem?" E eu: "29". Então ele prontamente me conta a historia dos pais dele que têm 11 anos de diferença entre si e do quanto são felizes há um milhão de anos, etc e tal. Disfarço e vou embora. No dia seguinte não consigo acreditar em mim mesma. Tomando café da manhã, comentava com a Sophie que só podia estar fora de mim, que isso já era demais, bla bla bla... A Sophie mais ouviu do que falou - a melhor maneira de dar conselhos - sábia como ela é. Fomos pra praia, mil trilhas, tapioca, passeios, conversas com baianos, tudo perfeito. De noite, Pirilampo, um dos melhores barzinhos que eu conheci na vida toda. Com quem eu dou de cara logo na chegada? Com o bebê , é obvio. Me cumprimentou meio ressabiado, provavelmente chateado pela maneira como eu tinha me comportado na noite anterior. Comecei a olhar pra ele e fazer um pequeno exame de consciência. Ele era lindo, inteligente, meigo, charmoso, com uma pegada de derreter os Andes, um beijo de fazer arrepiar o ultimo cabelinho da nuca, maduro... E continuei pensando a respeito dos meus valores, meus princípios, minha ética. Desde quando eu me importo com o que as pessoas pensam? Desde quando eu tenho esse tipo de limitação? Desde quando eu me sujeito - as regras e tabus da sociedade? Sendo que não prejudique ninguém, que mal tem? Caminhei decidida até onde ele tava, olhei firme naqueles olhinhos apertadinhos, puxei pelo braço e mandei um beijão daqueles, do tipo que a gente vê todas as constelações do hemisfério Sul e até algumas do hemisfério Norte. Dali não nos desgrudamos mais. De repente (não mais que de repente - hehehe!) vaga um banquinho daqueles altos no bar. Depois de fazer trilha e andar o dia todo, era tudo que eu queria. Sento no banquinho e ele fica do meu lado. Pra não perder o costume ou a prática, sei lá, continuamos com os melhores beijos do Mercosul. Nesse momento, outra protuberância do corpo dele, além da língua, claro, começa a se manifestar. Oba! Eu de saia, é evidente, ele começa a deslizar a mão por entre as minhas pernas. Agora, quem via até a Ursa Maior era eu. Quando eu senti que ele afastava calmamente com os dedos a minha calcinha, só me concentrava em não dar bandeira demais, não começar gritar no meio de um dos bares mais badalados de Itacaré. Consegui, mas mordi muito os meus lábios e os dele. É nesse momento tão solene que eu sinto ele afastando um pouquinho mais as minhas pernas e chegando mais perto de mim. Não conseguia acreditar no que tava acontecendo, mas tava: ele me puxou com jeitinho pra pontinha do banco e começou. Isso sim é que era concentração. Ele quase não se mexia, mas devia fazer algum tipo de exercício, uma espécie particular de musculação, porque quase me levantava do banco com a força. Orgasmos intraestelares! No plural. Por força das circunstancias ele teve que se conter: não era uma situação onde fosse possível parar e colocar uma camisinha. Assim, sem falar nada, nos entendemos com um olhar. Ele pagou a conta em menos de 10 segundos e muito prontamente nos dirigimos ao hotel dele. A cada sinal vermelho, mais uma aula de astronomia. Chegando no hotel, ficamos parados por quase um segundo, um de frente pro outro, respiração ofegante. Dali começamos a avançar nas roupas um do outro com a agressividade de um predador esfomeado. Senti o coração dele batendo tão forte que chegava a quase machucar o meu peito. Não sei se tava nervoso - efeito colateral que eu costumo provocar- ou só com muito tesão. Acho que a primeira opção, porque o coração normalizou, mas ele continuou com muito tesão a noite toda. Agradeci a todo o esporte que fiz na vida, porque realmente tinha que ter preparo físico de atleta pra acompanhar. Depois dormiu com a cabeça no meio dos meus seios, como se fosse um bebê... Mas quando acordou era um adolescente de novo. E assim passamos odia todo, sem parar nem pra comer ou beber água. Entre tantas trilhas, arvorismo, banho de cachoeira, essa foi a aventura mais exaustiva da viagem. E a mais emocionante também. Que os orixás continuem abençoando essa terra mágica que é a Bahia! Axé!

Stephany


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