créditos: Bella da Semana

Bons tempos...

Esses dias eu tava conversando com uma amiga e falando dos meus tempos de boa moça, me iludindo... Falando com ela eu percebi que boa moça mesmo eu nunca fui. Sempre fui danada... Acabei lembrando do meu retiro de crisma, quando eu tinha só 15 aninhos. Chegou a época da crisma e eu resolvi entrar nessa, não sei bem porque. Acho que me pareceu uma boa idéia. E lá pelas tantas, no final do ano, rolava um retiro, num mosteiro perto da praia que pertencia ao colégio - deve ser difícil me imaginar em colégio de padres, mas (pasmem!), sobrevivi a um durante 7 anos. E fomos, eu e a minha melhor amiga Denise, uma santa perto de mim, alegres e faceiras pra um retiro espiritual logo antes da crisma. Adoro admitir que estava certa. Foi realmente uma boa idéia. Todo o sacrifício de freqüentar as aulas semanais do preparatório pra crisma foram muito bem recompensadas pelo retiro. E não é difícil de imaginar: 30 meninos e meninas entre 15 e 17 anos durante 4 dias isolados em um mosteiro a mais ou menos 100 metros da praia, supervisionados por 5 padres pouquíssimo habilidosos. A conta não e muito difícil de fazer... A gente fugia pra praia, os padres vinham atrás, a gente fugia dos padres, hahahahaha! Basicamente, passávamos os dias e noites fugindo. E a segunda noite não foi diferente. Eu e a Denise tínhamos resolvido fugir sozinhas pra praia naquela tarde, pra não chamar a atenção dos padres. Sábia decisão. Conseguimos passar a tarde toda no mar, brincando e rindo, sem nenhum padre chato por perto. Até que percebemos que mais alguém tinha tido a mesma idéia. Na verdade, alguéns... percebemos dois dos meninos que estavam no retiro também, mas que não conhecíamos do colégio (eles estavam dois anos a frente). Estavam do outro lado da praia, aparentemente fazendo a mesma coisa que a gente. Mas não nos aproximamos, continuamos ali, na nossa. Só que eles perceberam também. E resolveram se aproximar. Eles eram bonitinhos - tanto quanto meninos de 17 anos podem ser pra meninas de 15 - a época eu os via como pirralhos magrelos, hoje sei que estão a um ano da flor da idade!!!. Eles eram engraçados, divertidos. Brincamos de cavalinho de guerra, de dar caldo, de pegar jacaré... Depois saímos da água e ficamos ali deitados na areia branquinha, ainda brincando, rindo. Acho que foi uma das tardes mais legais da minha vida. Quando aconteceu o inevitável: como qualquer outro grupo de adolescentes com os hormônios explodindo dentro dos corpinhos ainda nem bem formados, queríamos prolongar a tarde ao máximo. Então, obviamente, de acordo com a lógica adolescente, combinamos de fugir de novo a noite. Mas agora seria muito mais perigoso e, portanto, ainda mais legal! Esperamos o toque de recolher, às 9 da noite, deitamos quietinhas por mais ou menos meia hora, esperando todo mundo dormir. Na verdade, só quem dormia mesmo a essa hora eram os padres, mas era isso que interessava. O quarto dos meninos ficava no andar dos padres, no segundo andar, então eles ficaram de nos avisar quando percebessem que a movimentação de padres parasse. Combinamos que eles sairiam do prédio e bateriam na nossa janela pelo lado de fora. Como a janela do primeiro andar era alta, eles jogaram pedrinhas, mas não tivemos dúvida. Levantamos da cama, devidamente vestidas, claro, colocamos uma cadeira do lado de fora pra conseguir descer, fechamos a janela e fomos pra praia. Os meninos levaram violão, fizemos fogueira, cantamos, aproveitamos a lua cheia pra tomar banho de mar de madrugada, com a praia toda prateada... e beijamos muito na boca, e evidente. E quem pensa que menina de 15 aninhos só beija na boca está redondamente enganado. E claro que não fazíamos nada uma na frente da outra, razão para tantos banhos de mar. Apesar do friozinho, entravamos na água pra poder fazer mais do que beijar. Ai, como é bom descobrir o amor - se é que beijar loucamente dentro da água com um menino que eu nem lembro do nome hoje em dia pode ser considerado amor. Se bem que pela lógica adolescente, pode até ser. Independente do que fosse, era a melhor coisa que eu já tinha sentido na vida. A gente se apertava tanto que era difícil descobrir onde um terminava e o outro começava. Beijava, cheirava, lambia, mordia, boca, orelha, pescoço, nuca, costas, cintura... Sem limites pra exploração. Bom, quer dizer, um limitezinho tinha - maldita membrana - mas a gente nem pensava nisso. Ele sentava na beirinha da água e eu sentava no colo dele, de frente e a gente se deixava levar pelos movimentos das ondinhas...Orgasmos múltiplos! Mentais, muito diferentes dos orgasmos pós - sexo, mas muito superiores em intensidade, envoltos na excitação da descoberta. Depois deitamos os quatro lado a lado na areia, perto da fogueira já fraca, e ficamos todos quietinhos, fazendo como Gil (ob-observando estrelas) até que a cor do céu começou a mudar e percebemos os primeiros raios do sol nascente. Hora de voltar, os padres dormem cedo pra acordar cedo. Depois foi um tal de se esconder dos padres antes da hora do banho pra que não vissem a areia e os cabelos molhados. Passamos o resto do retiro quietinhas e obedientes, alunas exemplares. Satisfeitas...

Stephany


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