créditos: Bella da Semana

Guarda Belo

De volta ao Brasil depois de longas e deliciosas férias. Mas tava com saudade da minha casa, do meu cachorro, da minha vida. Até do trabalho. Trabalhei a semana toda, produzi muito, cheia de inspiração. Sexta feira, fui ao centro conversar com meus editores, contar da viagem, falar de novos projetos. Conversamos bastante, foi legal, mas eu tava cansada, louca pra voltar pra minha casinha, tomar um vinho e relaxar no ofurô. A caminho de casa, ligeiro imprevisto. To eu bem faceirinha, parada no sinal, escutando música, cantando junto, quando de repente: bum! Ai, bateram na minha traseira - e não no bom sentido. Ai, saco! Pronto! Acabou meu programinha relax de sexta à noite. Saí do carro pra ver como tava: nada bom! Pelo menos o cara que bateu em mim era educado, tinha consciência que a culpa era dele, bla bla bla... Agora era só ligar pra polícia e esperar. Esperamos, esperamos, esperamos... Um frio de renguear o cusco! Nada de vir a polícia. De repente eu vejo uma viatura vindo pelo outro lado, lá na outra pista, provavelmente só passando por ali, mas assobio e começo a abanar pra ver se eles ajudam. Eles param a viatura e um deles sai e vem a pé. O outro segue pra socorrer a ocorrência pra qual tinham sido chamados e o outro fica fazendo o Boletim de Ocorrência e toda aquela burocracia. Ainda bem que ele era educado, charmoso até. Pediu nossos dados, olhou tudo, bla bla bla e nisso já eram mil horas da noite e eu lá ainda, congelando meu popô. Mas Deus é pai e o outro policial chega de volta, pra ajudar o primeiro. Delícia!!!!! Espetacular! Já me animei toda, claro! E ele aparentemente também. Ficou perguntando coisas pro meu B.O., telefone... mmmmmmmmm! Que beleza! Aí fomos ver se o meu carro tava andando. Nada. Ai, saco, chamar guincho agora! Ou não. Como a responsabilidade era do seu Nilson - que bateu no meu carro - era ele quem tinha que chamar o guincho e o "Guarda Belo" ficou de me dar uma carona até em casa. Há! Sempre tive o maior tesão em homem de farda, não acredito que nunca tinha feito nenhum. Mas aparentemente agora isso ia mudar, thanks to Jah! Ficamos conversando mais um pouco enquanto o guincho não vinha e me apaixonei perdidamente por ele - por aquela noite, claro! Ele era engraçado, inteligente, tinha um sorriso maravilhoso e de farda! Como qualquer mulher não se apaixonaria? O guincho chegou, levaram meu Cabriolet lindo, deixamos o outro policial na delegacia e ele foi me levar em casa sozinho. Nunca fiquei tão feliz por morar afastada da cidade (Bom, na verdade isso é mentira, adoro morar na praia)! Continuamos nossa conversa escutando música - excelente gosto musical - até a minha casa. Convidei-o pra entrar, logicamente. Ele me disse que não podia, que tinha que voltar pra delegacia, bla bla bla. Mas eu não desisto tão fácil: fiz uma coisa que não faço nunca: me fingi de coitadinha. É que ele despertava essa vontade em mim, de ser uma menininha frágil, estilo Louis Lane, protegida pelo policial, forte e másculo, praticamente o Super Man. Disse que tinha ficado muito triste, que não me sentia bem, que não deveria ficar sozinha. Ele me disse que em uma hora acabaria seu plantão e que então ele podia voltar - o que me obrigou afazer cara de cachorrinho na chuva e dizer que se faltava tão pouco, ele podia dar um jeitinho. Fui prontamente atendida, obviamente. Ele ligou pra delegacia dizendo qualquer coisa e pronto. Agradeci e pedi licença, queria trocar de roupa, colocar alguma coisa mais confortável. Voltei com um blusão de linha bem soltinho, uma garrafa de Carmenere e duas taças. Fomos pra varanda escutar o barulho do mar. Sentamos e ficamos lá conversando... Eu encostava a cabeça no ombro dele... Ai, que saco! Deu de não ser eu! Ele deve ter tomado um susto quando aquela menina manhosinha virou um mulherão completamente do nada. Mas virou. Disse que estava precisando muito relaxar, levantei na frente dele, tirei a blusa ficando completamente nua e me afastei lentamente em direção ao ofurô. Quando cheguei, olhei de novo pra ele e perguntei: Me acompanha? Nunca vi alguém tirar tanta roupa em tão pouco tempo. A farda toda, bota e etc. deve ter saído em aproximadamente 2 segundos. Achei que seria uma pena ele tirar a farda. Não foi! O corpo era muito melhor do que eu podia sequer imaginar. Alto, ombros largos, todo definido sem ser forte demais - todo proporcional. Nhami! Ele veio vindo devagarzinho, com o mesmo sorriso de quem sabe o que ta fazendo e entrou no ofurô. Ali ele não era mais policial, não tinha farda. Há, ledo engano! Não era a farda que fazia dele um policial. Me colocou de pé, de costas pra ele, as pernas abertas e disse que ia me dar uma geral. Foi o orgasmo mais rápido e intenso da história de todos os orgasmos, acho que eu podia até entrar pro Guinness. Depois me virou e disse que eu estava presa, me algemando - não sei como ele escondeu as algemas quando vinha sem a farda - no poste de luz ao lado do ofurô. Eu ainda estava dentro, mas toda esticadinha e presa, completamente dominada. Achei que ia gozar de novo, antes mesmo de ele me tocar, mas não deu tempo, ele pulou pra cima de mim deu início a uma noite inesquecível - até pra Stephany. Várias razões pra entrar no Guinness aquela noite. O rádio dele toca e ele tem que sair pra uma emergência. Digo que não tem problema, que já estou bem mais calma, que essa emergência já foi resolvida. Ele ri e sai, rápido. Fico sozinha no ofurô, terminando meu vinho e pensando, satisfeita: "Como seria um bombeiro?"

Stephany


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