créditos: Bella da Semana

Sob o Sol da Toscana

Ai, como é lindo esse lugar! Que maravilha acordar aqui! Depois de todo aquele rolo de copa, uns dias na Toscana era tudo o que eu precisava pra descansar. Principalmente porque duas amigas vêm me encontrar aqui daqui a menos de uma semana. Vamos meter o terror em Ibiza, o que faz dessa minha paradinha pra descansar, essencial. Minha editora alugou uma casinha lindíssima pra mim aqui, vou ficar na minha, escrever, só! Preciso de um pouco de foco. Só que às vezes parece que o universo conspira pelo contrário! Problema no encanamento da casa que, apesar de linda, deve ter um milhão de anos. Ai, que saco! Acabou a água de vez. E, claro, pra facilitar, ninguém fala nada de inglês por aqui. Os moradores são uma simpatia, muito hospitaleiros, mas se eu quiser ser entendida tem que ser em italiano. Então vai lá, Ste, faz como o David: "parla"! Consegui, com certa facilidade, comunicar meu problema à senhora que administra os aluguéis por aqui. Ela me disse que vai mandar um encanador hoje mesmo, à tarde. Acontece que o calor está positivamente desumano, vou ter que tomar alguma previdência até lá. A mangueira do quintal ta funcionando, graças a Jah, então acho que vou pegar um solzinho aqui mesmo no quintal e me refrescar de mangueira. Ainda bem que biquíni é peça básica na minha mala. Começo da tarde, chega o encanador, no meio do meu milésimo banho de mangueira. Quando eu me dou conta, ta ele parado no portão, entre admirado e desconcertado com tamanha desinibição. Riu pra mim, meio sem graça, enquanto eu perdia o controle da mangueira enquanto percebia que ele era a personificação da fantasia de toda mulher quando pensa em um italiano. A imagem perfeita daquele italiano prototípico, moreno, corpo perfeito, sorriso sem vergonha, tudo! Entramos pra ver qual o problema e o meu italiano começou a fluir perfeitamente. Meus antepassados italianos devem ter sentido uma pontinha de orgulho. Aliás, acho que até Dante estava orgulhoso com tamanho domínio da língua. Ele estava concentrado em baixo da pia da cozinha, apesar da visão de uma loira de biquíni ali do lado. O nome é Paco e ele é filho da senhora com quem eu tinha conversado antes. Com essa regata branca e a calça jeans surrada podia ir direto pra um outdoor da Calvin Klein. E eu vou ser obrigada a mudar de nome se eu não der um banho de mangueira nele em menos de 10 minutos. Sentei na pia, em cima dele, e coloquei meu pezinho direto no campo de visão. A concentração não era mais a mesma. Paco estava literalmente aos meus pés. Mas ele se mantinha forte. Precisei ser um pouco mais incisiva: coloquei um pezinho de cada lado dele, sentada com as pernas abertas, as costas pra trás, apoiada nos braços. Na hora que ele levantou pra me explicar o que quer que seja que estava acontecendo, deu de cara comigo ali, naquela posição, com um sorriso muito mais sem vergonha do que o dele. Ele ficou sem ação; eu não! Passei as pernas imediatamente em volta daquele dorso naturalmente esculpido pelo trabalho braçal. Nesse momento ele deixou de lado qualquer timidez. Arrancou o top do biquíni com os dentes enquanto eu desabotoava a calça mais sexy que eu já tirei na vida. Não usava cueca, logicamente, o que fez dos minutos seguintes talvez os mais inesquecíveis da minha vida. Depois fomos pro quintal, tomar banho de mangueira, nus, brincando como duas criancinhas. Provavelmente foi isso que nos inspirou a brincar de médico na espreguiçadeira do quintal logo em seguida. Melhor médico impossível: examinou cada milímetro do meu corpo cuidadosamente. Fomos abruptamente trazidos de volta à realidade quando a mãe dele chegou, querendo saber a quantas andava o problema da água. Acho que o fato de ele não ter resolvido o problema foi o que menos a aborreceu. De qualquer maneira, achei melhor me mudar para o Hilton...

Stephany


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