créditos: Bella da Semana

Casinha de bonecas

Festa de casamento é geralmente um saquinho pra mim. Toda aquela coisa tradicional, sempre a mesma coisa, ninguém merece! Mas quando é de amigão de infância é muito diferente. Principalmente quando vai a turma toda do colégio e é fora da cidade. Galera toda no mesmo hotel, confusão desde a viagem. A festa foi ainda melhor do que a gente podia imaginar. Festão, quase 500 convidados, a galera toda, muita champa, só gente legal... Tudo na vida! A melhor parte, no entanto, foi o dia seguinte. Almoço pra todo mundo no sítio da família do noivo. Cerveja gelada e bate papo com a galera que eu mais amo no mundo e opa... Mas o que temos aqui? Carninha nova? Acho q é primo da noiva... Como é que eu não vi essa coisa na festa ontem? Acho que tava tão animada em estar com todo mundo que deixei passar. O que é isso, Ste? Como é que eu consegui não notar essa gracinha? Fortinho, sorriso tímido, óculos... "Ô, lá em casa"! E agora? Aqui não tem clima. Nem lugar. Voltamos hoje mesmo pra Florianópolis, tenho que pensar rápido, colocar a criatividade de escritora pra funcionar. Opa! Ele ta conversando com um amigo meu agora, é a minha deixa. - Oi, tudo bem? Meu nome é Stephany, prazer! - Oi. Emílio. Prazer. Em menos de 5 minutos a gente já parecia velhos amigos. Ele é policial, não mora aqui, é inteligente, espirituoso e tem um sorriso de se jogar no chão. É culto também, lê bastante, adorou que eu sou escritora. Não precisei planejar nada, tudo foi acontecendo naturalmente. Saímos andando e conversando, rindo, passeando pelo lugar que era maravilhoso. Tinha sol e foi dando calor, aproveitei pra tirar a jaqueta. Juro que tirei porque tava com calor. Mas não posso dizer que não tenha tido um "efeito colateral". Ele pareceu muito contente com o que viu. Ficou meio sem jeito por um instante. Mas em seguida tirou a blusa também e ficou só de camiseta. Aí foi a minha vez de ficar muda. Muita saúde naquele corpão! A vida é bela! Foi quando nos deparamos com uma casinha de bonecas linda! Parecia uma cópia da casa principal em miniatura! Não falei nada. Nem ele. Mas nos entendemos perfeitamente na troca de olhares. Olhamos em volta, ninguém por perto, entramos. O pé direito era alto, não precisamos nos abaixar. Parecia "habitada". Tinha moveizinhos pequenos e uma colchinha no chão imitando uma caminha. O universo conspirava. Deixamos a coisa fluir. É claro que havia a possibilidade de alguma menina de cachinhos dourados vir brincar na casinha e ficar traumatizada pelo resto da vida, mas esse fato não passou pela minha cabeça naquela hora, preciso confessar. A sensação era a de que eu tinha sido transportada de volta a minha infância e brincava de casinha com o menino mais bonito da sala. Mas ele de menino não tinha nada. Dentro da casinha a carinho de menino tímido desapareceu. Também não era príncipe encantado. Na verdade, acho que tava mais pra lobo mau, morrendo de fome. Bárbaro, muito melhor! Me beijava, me mordia, me agarrava, parecia que ia arrancar um pedaço! Sentou na "caminha", encostado na parede e me colocou no colo dele. Ainda bem que a casinha era afastada porque eu não conseguia parar de berrar. Ele urrava - fazendo jus ao papel de lobo mau - em baixo de mim. Não tínhamos muito tempo antes que dessem pela nossa falta, mas não precisamos. Meu orgasmo começou no exato momento que sentei em cima dele e acho que só parou quando já saíamos da casinha. Voltamos conversando normalmente, como se nada tivesse acontecido. Ele me surpreendeu, acho que foi a primeira pessoa que encontrei que disfarçava melhor do que eu. Sentamos na mesa dos meus amigos a tempo de tomar mais uma cervejinha antes de ir embora. Tinha uma cama elástica do lado cheia de crias pulando. Na hora em que nos sentamos ficaram tosos olhando pra nós com cara de assustados. Quem tem medo do lobo mau? Eu posso dizer que não...

Stephany


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