créditos: Bella da Semana

A Vida é Dura, mas a Praia é Mole

Feriado, sol maravilhoso, temperatura mais que agradável, meados de abril, nada de turistas... Só tenho uma coisa a fazer: Praia Mole. Amo essa praia desde sempre, desde que era difícil de chegar. Mas há alguns anos andou ficando meio famosa demais, começou a lotar, perdeu muito do charme. Mas fora do verão continua a praia mais linda do mundo! Gente bonita, interessante, o mar mais lindo do mundo, a visão da própria perfeição. Melhor ainda se aproveitada com amigas e cervejinha. De qualquer forma, acho que devo ter sido uma menina muito boazinha esse ano e Papai Noel resolveu me dar um presentinho extra. Em meio a nossa conversa sobre a relação entre o tamanho das mãos e "membros inferiores" masculinos, eis que senta um casal na nossa frente, virados pra nós. A menina era bonitinha, loirinha, mas nada que chamasse muito a atenção. Não se pode dizer o mesmo do belo espécime do gênero masculino que a acompanhava. Impossível desviar os olhos. Uma amiga me chamou a atenção, me disse que era pra parar de olhar, que a namorada não ia demorar pra vir me bater... Mas era impossível! Ele me lembrava alguém, eu não conseguia lembrar quem, mas era maravilhoso. Perguntei pra minha amiga e ela me disse: "Ele é parecido com o Richard Gere, mas pára de olhar, já to passando vergonha!" Era isso! Uma versão muito mais nova e bronzeada do Richard Gere. Com a mesma carinha de tadinho, os olhinhos apertados. Um corpo de tirar o fôlego, daqueles raríssimos que conseguem ficar bonitos de sunga. Ele levanta e vai dar um mergulho. Tem uma tatuagem maravilhosa nas costas largas. Um andar maravilhoso, um jeito de macho. Meus hormônios, ferormônios, todos os ônios a milhão. A namorada estirada no sol, parecia estar dormindo. Não agüentei: passei a cerveja e os óculos escuros pra amiga e fui pra água. Dei de cara com ele levantando do primeiro mergulho. Ele ficou meio sem graça, sabia que eu não parava de olhar. Adoro homens tímidos! Sobretudo quando são lindos! Puxei conversa. Perguntei se era da cidade. Ele disse que não, que tinha vindo visitar um amigo. Perguntei se aquela com ele era a namorada. Ele hesitou por um instante e depois fez que sim com a cabeça, muito sem graça. Comentei que aquele mar era forte, que quase arrancava o biquíni - o que não é mentira - e comecei a arrumar a parte de cima do meu biquíni. Ele não conseguia tirar o olho. Deixei que ele visse um pedacinho do mamilo enquanto arrumava. Passei pra parte de baixo. Desamarrei o lacinho pra refazer. Ele não desviava o olhar do lacinho, quase babando. Hora do golpe de mestre. Deixei cair o biquíni por um segundo, fiz cara de assustada e segurei de novo. Dei uma risadinha com cara de quem não tinha feito de propósito. Ele não agüentou, me puxou pelo próprio lacinho. Fomos um pouquinho mais pro fundo, água pelo pescoço sem nos beijarmos. Isso seria muito perigoso. Mas o que acontecia em baixo da água era "invisível a olho nu". Ele me segurou pelo quadril, a calcinha do biquíni já na boca, a sunga abaixada, as ondas batendo... O medo de algum surfista nos pegar, da namorada acordar, de alguém nos pegar... Nossa, adoro situações onde posso ser pega... Pelo que pude perceber, ele também. Ele tentou me beijar enquanto devolvia o biquíni. Eu não deixei, apontando pra praia. Perguntou quando podia me ver de novo, enquanto eu amarrava o biquíni dentro da água. Eu disse que se fosse pra rolar de novo, eu dava um jeito. Saímos da água renovados! Voltei pra cervejinha! Ele chamou a namorada pra ir embora. Eu fiquei na praia até o sol se pôr...

Stephany


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