créditos: Bella da Semana

Rota 66, 69, enfim...

Ai, como é bom arrumar as malas pra viajar! Adoro viajar! Especialmente pra fazer alguma coisa que eu nunca tenha feito antes - e quando o feito é assim tão imprescindível e espetacular! Combinei de ir pra costa oeste dos EUA com um "amiguinho". Vamos cruzar a Rota 66. De ponta a ponta. "All the way, babe!" Desde a Califórnia até Chicago, o que vai se excelente porque não conheço Santa Fé, nem, St. Louis, nem Chicago. Muito Jazz e Jack Daniels pelo caminho. Eu normalmente não gosto de me relacionar com caras que tem muita grana, como é o caso do Rodrigo, porque geralmente eles são uns babacas. Mas o Digo é completamente diferente. É inteligente, divertido, charmoso... E como tem grana vai pagar essa viagem maravilhosa pra gente. Só de bobeira. Mas o melhor é que tenho certeza que ele vai me levar porque ta afim de se divertir, de fazer rolo, não pra se exibir com uma gostosa pela 66, como a maioria dos caras com a grana que ele tem faria. Então ta tudo certo: chegamos em LA, alugamos uma super Harley e pronto. ... Nem preciso dizer que a viajem já começou bem, primeira classe, muito whisky nas alturas e, evidentemente, sexo no banheiro do avião... e do aeroporto de Los Angeles, antes de pegar as malas. Ai, que coisa boa! O Rodrigo me entende e me satisfaz como ninguém! Dali fomos dar uma descansada no Hilton do aeroporto mesmo - visto que não tínhamos dormido nada a noite inteira - pra depois ir alugar a Harley e "hit the road"! O único probleminha é que somos pessoas que primam por um certo conforto e levamos malas, não mochilas e a única Harley disponível era uma XL 883 L Sportster Low - maravilhosa, clássica, linda - mas sem espaço nenhum pra mala. Sem chance. A uma quadra dali encontramos o "veículo automotor" sob medida pra nossa aventura. Uma Ferrari F430 Spider, conversível obviamente, grafite, interior vermelho, lindona! Esportiva, aventureira, porém confortável. Viajar uma infinidade de Kms até LA pra passar perrengue não ia rolar. Sabíamos que o trecho até Amarillo, no Texas, seria o mais clássico. Horas e horas voando através de um infinito deserto, boa música e Jack Daniels, no carro e nos barzinhos de beira de estrada. Mas o trecho até Flagstaf, no Arizona, é sem dúvida o mais emocionante. É o começo, tudo ainda é novidade, ainda não estávamos enjoados de ouvir as milhões de versões de "Route 66", tudo exageradamente perfeito. Essa era a hora de executar a parte da viagem que eu mais esperava. Uma surpresinha que eu preparei pro Digo. Já devidamente preparada, de vestido e sem calcinha, levantei no carro em alta velocidade, segurei no pára brisa e comecei a dançar. Levou aproximadamente 3 segundos pro vento levantar a minha saia e ele perceber o que eu tava querendo, enquanto me chamava de maluca. E o que o Rodrigo tem de melhor é que ele entende qualquer mensagem na hora. Dessa vez não foi diferente. E a felicidade começou a se manifestar - pelo tamanho do sorriso e a intensa movimentação dentro das calças. E ao som da versão mais rock´n´roll de Route 66, a dos Stones, a melhor na minha humilde opinião, muito sexo selvagem em alta velocidade. O Rodrigo tem um jeito maravilhoso de perder a cabeça sem perder o controle da situação. Continuamos em alta velocidade e rolaram as mais variadas posições durante muitas versões. Cigarrinho pra acalmar na do Nat King Cole, a mais clássica. Nos banheiros de bares de Jazz em St. Louis e Chicago não foi diferente. Nem no avião de volta, de Chicago a São Paulo. Uma última no banheiro da sala vip no aeroporto de Guarulhos e nos despedimos. Ele ficou em São Paulo e eu voltei pra minha ilha maravilhosa. Preciso me desculpar pelo clichê, mas não tenho outra maneira de terminar essa história: Get your kicks, on Route 66...

Stephany


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