créditos: Bella da Semana

Folia alternativa

Ai, carnaval! Como trabalho quando quero, feriados pra mim não têm tanta graça. A Ilha fica cheia de turistas, a cidade parece que vai explodir. Foliões por todos os lados, axé em todas as caixas de som, Argh! Me dá enjôo só de pensar. Mas, como tudo, tem sempre um lado bom - Stephany by Poliana. "Amigos" aproveitam o feriado pra visitar. Esse ano não vai ser diferente, o Caco, um ex-namorado, ex-rolinho, atual sei lá, vem se São Paulo passar o feriado aqui. Já me mandou mensagem convidando pra uma cervejinha na sexta, quando ele chegar. Faz tempo que eu não vejo, não sei como ele ta, não vou me meter em roubada. Convidei umas amigas pra ir comigo encontrar ele num barzinho. Se eu não ficar afim vou embora com elas. Ou não. Ele ligou quando tava chegando pra confirmar onde era. Expliquei onde era, ele disse que tava de moto, eu disse que tinha lugar bem na frente. Ficamos todas ali rindo, esperando pra ver no que dava, minhas amigas pegando no meu pé, dizendo que eu era impagável, o de sempre... Eis que aparece o Caco. Alto, moreno, tatuado, numa Harley amarela, de óculos escuros (de noite) com um cigarro na boca. Era simplesmente uma das imagens mais cool que eu já presenciei ao vivo. As meninas me olharam todas ao mesmo tempo, desacreditadas. Ele sempre foi uma delícia, mas tava melhor do que nunca. E motoqueiro. Acenou e veio vindo em direção à mesa. Dei as instruções em menos de 10 segundos: daqui a no máximo meia hora - tinha que dar um tempinho pra disfarçar - elas tinham que inventar uma desculpa e ir embora. Ele sentou, super simpático com todo mundo como sempre, sem parecer se importar que a mesa tinha mais ou menos um time de futsal feminino e só ele de homem. Ficamos todos ali conversando e experimentando cervejas de todas as partes do mundo, lembrando de viagens loucas, lugares estranhos, pessoas inusitadas, papo de gente interessante. Ah, esqueci de mencionar, além de delicioso, ele é inteligente, interessante, excelente papo - e muitíssimo bem dotado, pelo que me lembro. O santo gral da raça masculina. As meninas não queriam ir embora de jeito nenhum, mas eu dei um jeito rapidinho. Nós também resolvemos não demorar, ele disse que ia me levar pra dar uma volta e eu fiquei maluca pra ir logo. Ele percebeu e não perdeu tempo. Me deu o capacete, subi atrás e fui logo me agarrando naquele corpão. Ele tinha comentado que tava fazendo yoga e eu pude perceber os resultados. O ombro sempre foi largo, mas a barriga e o peito nunca foram tão perfeitos. Deslizei minhas mãos por dentro da camiseta dele e levantamos vôo. Acho que a sensação de liberdade quando se anda de moto só perde pra vôo livre e pára-quedismo. E o Caco sempre se supera - conseguiu me levar pra um lugar que eu não conhecia no meu próprio território. A noite tava maravilhosa, estrelada, com lua, simplesmente perfeita. A gente ficou conversando mais um pouquinho, até que ele me pegou no colo e quando eu dei por mim tava sentada de frente pra ele. Ele é daquele tipo de cara que tem a manha, que conduz tudo tão perfeitamente que a gente nem se dá conta e quando vê ta fazendo tudo como ele quer. "Amo tudo muito isso!" O beijo dele é do tipo selvagem, beijo que te tira do chão, que faz perder os sentidos. Não sei como minha blusa foi parar no chão, só deu tempo de ver o sorrisinho sem vergonha dele enquanto deslizava pelo meu colo até os meus seios. Quando ele colocou a mão por baixo da minha saia e percebeu a calcinha de lacinhos, tipo biquíni, ele olhou pra mim e disse que era por isso que gostava tanto de mim: roupinha perfeita pra um sexo selvagem, ao ar livre, em cima da Harley. E foi só isso que eu tive que fazer, colocar a roupinha certa, ele tomou conta de todo o resto. E como tomou. Me virou com cuidado e me colocou em posição de dirigir. Mas isso era a última coisa que eu ia fazer. Se alguém olhasse a cena de fora ia pensar que eu era só uma louca tentando dirigir uma Harley gritando com os seios à mostra. Mas isso não era exatamente o que estava acontecendo. Ele segurava o meu cabelo com força com a mão direita e a minha cintura com a esquerda. Mordia a minha nuca, as minhas costas e a sensação que eu tinha é que a gente tava cruzando a Route 66 mais rápido que a luz. Não sei quanto tempo durou, mas a sensação de voar pelas estradas suada e morrendo de calor, esfriando o corpo que parecia que ia pegar fogo voltando pra casa foi uma das melhores em toda a minha vida. "Life is a highway, I wanna drive it all night long". E era o primeiro dia do carnaval...

Stephany


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