créditos: Bella da Semana

O noivo da Lurdinha

Sempre que eu penso no Pedro fico imaginando que belo pai ele vai ser. A Lurdinha que teve sorte, eu que bobeei. Pedro gostava tanto de mim, mas o ciúme dele me matava. Pois bem, agora ele vai se casar com a Lurdinha, minha amigona de infância, e sei que vai ser muito feliz com ela. Confesso que isso, ao mesmo tempo em que me deixa feliz, também me chateia um bocado. Droga! Será que vou ficar solteira para sempre? Prometi a Lurdinha que ajudaria Paulo a escolher um belo terno para entrar lindo na igreja - só que fazia tanto tempo que já não via mais ele que achei que não o reconheceria mais. Pois bem, era 09 horas de quarta-feira, quando ele chegou para me buscar. Realmente estava um pouco diferente. Eu diria que ele estava um "gostoso", se não fosse meu respeito por Lurdinha. Um corte moderno de cabelo, corrente de prata no pescoço, tatuagem no ombro, e braços fortes como eu nunca tinha visto antes. E com um charme total de garanhão, abriu a porta do carro e soltou: - Onde a senhorita pretende me levar? A praia é aqui do lado. E um sorrisinho maroto me desmontou. Por mim, esquecia o que eu tinha que fazer e mergulhava logo naquele corpo. "Que mau tem um solzinho, né?", e lá fomos nós para a praia. Ao chegar lá conversamos bastante e Pedro passava as mãos nos meus cabelos quando lembrava da nossa primeira vez. Eu sentia calafrios, aquele homem não era mais o mesmo. E, como vocês já devem estar imaginando, eu queria muito ele. Pedro veio chegando, eu fui sentindo muito calor, e logo nos vimos aos beijos na praia. Era muito cedo e não tinha onda e nem ninguém na praia. Então ele tirou o casaco e me deitou na areia. Eu queria morrer de tesão enquanto Pedro ia me despindo com os dentes e me molhando os mamilos com a língua. Ficou horas se divertindo com o meu piercing no umbigo e arranhando minha virilha com os dedos. E dessa vez não dei bobeira! Tratei de brincar com ele também. Parecia um gigante que não acabava mais. O corpo dele me fascinava porque eu o beijava e não via fim e nem vontade que acabasse. Ele acariciava meus seios enquanto eu o acariciava com minhas mãos, contornando aquela contínua obra que Lurdinha tinha deixado de bandeja para mim. O som das ondas indo e vindo bem devagar tirava-nos do nosso ritmo, enquanto nós dois já colados pelo suor um do outro, procurávamos outro lugar do corpo para descobrir. Meu "gigante" não dava trégua e queria me ver ainda mais alegre do que já estava. Me mordia, me arranhava e me "colocava" ainda mais desejo. Ficamos assim durante mais ou menos uma hora, quando pesou minha consciência. Na verdade, não por Lurdinha porque Pedro estava maravilhoso e me fez não pensar nela nem um segundo, mas pela roupa do Pedro. Eu não ia dar a bola fora de deixar o cara entrar de tênis na igreja. No shopping ele me perguntou se não estava me sentindo mal pelo que aconteceu ao trair uma amiga de tantos anos. "Digamos que foi a minha benção para o casal", rimos muito e combinamos de não nos encontrar tão cedo. Pelo menos até um mês depois o casamento.

Stephany


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