créditos: Bella da Semana

Delivery

É engraçado como às vezes as pessoas têm uma idéia completamente equivocada sobre a nossa personalidade! A maioria das pessoas que me conhecem acha que eu não paro em casa, que to sempre na rua. Isso até que é verdade, mas não que eu não goste de ficar em casa - mesmo sozinha! Hoje, por exemplo: sábado à noite, friozinho, chuva; vou curtir minha própria companhia! Tomar um banho de banheira, bem gostoso, passar creme no cabelo, me encher de hidratantes e óleos para o corpo, botar uma roupinha/ pijaminha bem confortável e bem bonitinha - tenho que ficar bonita pra mim mesmo - pedir uma pizza inteira só pra mim e ver uma temporada inteira de Sex and the City. Primeiro passo: pedir a pizza. Enquanto não vem eu faço as preparações. ... Campainha. Ai, céus, tô de toalha, vou colocar uma roupa pra atender a porta. Ai, não separei o dinheiro. Ai, que correria! Ah, fazer o que, vou de toalha mesmo. Geeeeeeeeenteeeeeeeeee! O que é isso? Um surfista entregando pizza? E tá mais perdido que eu, parece que não tem idéia do que ta fazendo. E é lindo. E ainda não se deu conta que eu tô aqui só de toalha. Não consegue achar a nota, nem a pizza... hummm, ele realmente não tem muita experiência. O pai é dono da pizzaria, ele tá quebrando um galho. Só tinha essa entrega. Ele realmente não tem muita experiência - nem muito brilhante - esqueceu a pizza no carro. Mas é uma delícia! Lindo, novinho, mas nem tanto, musculoso, mas não demais, bermudão de surfista, tatu lindona na perna e um jeitinho atrapalhado de desmontar! Ele vai ter que descer pra pegar a pizza. Ótimo! Enquanto isso tenho tempo de separar o dinheiro e colocar uma roupa mais decente... ou não! Abro a porta de novo, continuo de toalha, mexendo no cabelo molhado como pra secar, pele super brilhando dos óleos pro corpo, cheirinho de pitanga... mmm! Acho que a noite pra curtir minha própria companhia vai ficar pra amanhã! - Mmm, já que você não tem que fazer mais nenhuma entrega, não quer dividir essa pizza comigo? Não vou dar conta dela toda sozinha... - Ah, você tá sozinha? Mmm. Então acho que vou te fazer companhia. Não seria educado te deixar aqui sozinha com essa pizza enorme, né? - Que bom! Entra aí. Ai, Senhor, ainda tô de toalha - hahaha, jura, né? - deixa eu ir colocar uma roupa. Bom, nada pode ser mais cara de pau do que isso, Stephany. Agora pode colocar uma roupa que dê na cara, não faz diferença: depois de abrir a porta de toalha e convidar ele pra entrar... Isso, camisolinha branquinha, meio transparente, curtinha... Sem calcinha... Não! Calcinha fio dental, a camisola é transparente, ele vai ver e vai enlouquecer! - Então, o que você faz, blablablablabla... - Pois é, blablablablabla! Ai, que coisa lenta! Não agüento mais ficar fingindo que to prestando atenção na conversa... - Ahan, claro! Pode continuar falando que eu só vou pegar um negocinho aqui. Vou passar óleo de pitanga nas pernas e nos meus pezinhos lindos enquanto a gente conversa. Duvido que isso não dê um jeito rapidinho! Ahá! Ele não consegue mais prestar atenção em nada! Ta olhando pras minhas mãos, passando óleo devagarzinho desde a perna até o pé, de boca aberta. - Será que tu não passas nas minhas costas pra mim? - Nossa, essa foi muito canastrona, mas é infalível! Ai, infalível é essa mão dele, mão desajeitada, meio áspera, grande, mão de homem! Ele tirou as alcinhas pra passar óleo ali. Eu deixei cair até a cintura, mas continuo de costas. Ele desliza a mão do meu pescoço até a minha cintura com uma rapidez impressionante. Volta pros meus ombros e em segundos chega nos meus seios. Continuo de costas. Ele chega mais pertinho pra ver por cima do meu ombro, sinto a respiração dele na minha nuca. Com o outro braço ele me puxa até as minhas costas colarem inteiras no peito dele. A mão que fazia massagem agora segura meus seios com um quase desespero. A que me apertava pela cintura segura o meu cabelo enquanto ele morde o meu pescoço, as minhas costas, a minha nuca. E a que tava nos seios desce certeira até a calcinha. E puxa e rasga e arranca, não consigo nem entender bem como. E segura a minha coxa pela parte de dentro. E me puxa pra perto, mais perto dele. A outra continua segurando o cabelo. A boca dele passeia entre a minha orelha e o meu pescoço. Minhas mãos se apóiam no encosto do sofá. As dele continuam no meu corpo. Ele já ta sem roupa, não sei como, mas sinto o peito dele contra as minhas costas, as coxas fortes dele contra a parte de trás das minhas coxas. Ele pode não ser muito bom como entregador, mas sabe muito bem o que ta fazendo agora, não preciso fazer absolutamente nada. A nossa respiração exatamente no mesmo ritmo. Ele me leva ao céu e ao fundo do mar ao mesmo tempo numa questão de segundos. Continua me beijando. Eu invento uma desculpa pra ele ir embora, vou pra minha caminha com a pizza e o Sex and the City. Amo passar a noite comigo mesma - hahahahahahaha!

Stephany


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