créditos: Bella da Semana

18 é o limite

Stephany vai dar palestra! Nada como ter amigos em diversas áreas! Uma grande amiga de faculdade dá aula de literatura pra um cursinho pré-vestibular bem famoso aqui. To super animada de ir falar um pouquinho da dor e da delícia de escrever. Espero poder passar um pouquinho da minha paixão pra "turminha". Amo a minha profissão! Vamos ver, a roupinha tem que ser diferente do normal. Nada muito sexy, muito justo. Nada de decotes. Terninho... tayer! Bem séria, cara de executiva. Risca de giz, camisa, óculos... Cabelo preso - super professora! Ah, mas isso também tá muito chato. Também não posso parecer tão careta, não posso perder a autenticidade. Acho que vou abrir uns botõezinhos aqui. Mais um, isso, perfeito! Séria, mas sexy - muito Stephany! Chego lá no horário combinado. Dou uma olhada na turma, nada muito assustador. Aliás, as carinhas cheias de expectativa chegam a ser adoráveis! Exceto por um menino lá do fundo. A carinha dele não é nada adorável. Pensando bem, não é uma "carinha". Ai, foco, Stephany, é uma criança. Onde é que já se viu? Vai assaltar berço agora? Blábláblá, escrever não é profissão, é um estilo de vida, blábláblá, amo escrever, blábláblá, não é tão difícil assim ganhar dinheiro escrevendo, blábláblá - ai, não consigo desviar o olhar daquele menino. Ele me olha fixo, se eu não fosse muito desenvolta já tinha desmontado aqui. Blábláblá, to divagando, não consigo mais manter a atenção no que estou dizendo, blábláblá, pirralho metido, tá me fazendo perder o rebolado, blábláblá, melhor encerrar por aqui. Gente, que coisa incrível. Sou muito desinibida, não tenho nenhum problema pra falar em público, já dei palestra na FlIP, Salmon Rushdie e Saramago juntos não me deixaram nervosa! Como é que esse "relativamente incapaz" consegue? Acho que sei o que tava acontecendo, ele não me deixou nervosa, me desconsertou. Cara de mau, daqueles que sempre senta no fundão, de repente é até um pouquinho mais velho. Lá vem a professora minha amiga me dar parabéns, blábláblá, lá vem ele! Ta vindo na minha direção, vem falar comigo. Ai, que atitude, como é que pode? - Oi! Adorei sua palestra! Eu escrevo também, me identifiquei muito com você! - Legal! Tomara que você tenha aproveitado alguma coisa! Quem sou eu pra estar ensinado alguém � que é isso Stephany? Perdendo o rebolado de novo? Como assim? Cadê a minha inseparável auto-confiança? Ai, devo ter esquecido lá na sala, mesmo lugar onde deixei meu nome e uns bons dez anos, porque não me lembro mais qual é e me sinto uma adolescente bobinha! - Será que você não queria ir tomar um café comigo, a gente podia continuar batendo um papo, trocar algumas experiências, de repente. - Claro...er... você não tem aula agora? - tenho, mas é história mundial. Meu pai é diplomata, não preciso assistir a essa aula. - ah, então ta... pode ser... onde você sugere? - que é isso Stephany? Te orienta, minha filha! Ai, por Jah, o que que eu tô fazendo? Ele é uma criança, deve ser de menor, ai! Ele não é de menor, por pouco, tem dezoito. De acordo com o novo código civil já é perfeitamente capaz. E de acordo com o meu super radar, também! Ele é muito seguro de si para a idade, é lindo, inteligente, tem um ar quieto, algo entre tímido e misterioso. Enquanto dou uma carona pra ele até o café ele me conta que é filho de diplomata, morou no mundo todo, por isso se atrasou um pouquinho no colégio. Fala várias línguas. E eu muito mais interessada naquela que se maxe ali na minha frente, dentro da boca. Ai, que boca! Carnuda sem ser feminina. Aliás, as feições dele são meio quadradas, ele é sério, um tipo muito masculino. Ele é alto também, os ombros já são bem largos. Magro na altura dos quadris, mas a bundinha é perfeita, redondinha. Sentado do meu lado no carro, dá pra ver o volume dentro das calças. Nada mal. Paramos no sinal, levo a minha mão em direção ao porta-luvas, quero trocar o CD. Mas minha mão esbarra na parte de dentro da coxa dele e ele olha pra mim. Nossas bocas estão bem pertinho e, apesar de todo o tamanho, sinto o cheirinho dele, aquele cheirinho bom de menino, quase de bebê. Não dá pra resistir, mas estamos no trânsito. Mudamos de direção, vamos pra minha casa. Não dá pra parar de beijar, é aquele beijo desesperado, beijo de adolescente, beijo de quem só beija! Mas esse menininho vai fazer mais do que beijar hoje! Não dá pra chegar em casa, temos que parar no meio do caminho. São 11:30 da manhã, mas paramos numa ruazinha pouco movimentada, saindo da estrada principal. Ainda bem que eu tô de saia. Não dá tempo de nada. Em três segundos eu to sentada no colo dele. Adoro essa posição! Apesar de novinho - ou talvez por isso- ele já desabotoou minha blusa e me olha estupefato quando percebe que não uso soutien; nem calcinha. Tudo acontece muito rápido. Não preciso de muito tempo. Ele me segura pelos cabelos, com força, me morde, me lambe, me agarra. Eu pareço uma bonequinha, completamente sem ação. Em dez minutos ele me leva ao céu, me desarruma, me escabela, faz o que quer (e eu também!) comigo. Voltamos pela estrada rindo de nós mesmos! Ele precisa ir pra casa, tá quase na hora do almoço e a mãe dele tá fazendo a comida que ele mais gosta - bife com batatas fritas!

Stephany


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