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créditos: Getty Images

Butão: felicidade sem fim

O reino de Butão – terras altas (no idioma local Druk Yul: terra do dragão do trono), é um curioso país aninhado na cordilheira oriental do Himalaia, entre a China e a Índia. A característica que chama mais a atenção dos neófitos é o fato de este ser considerado o lugar do mundo com maiores índices de felicidade.

Embora tenha uma história milenar, sua independência da Índia ocorreu apenas em 1949. A capital, Thimphu, fica a 2300 m acima do nível do mar. Butão tem verões frescos e invernos rigorosos, e assim como acontece em todas as regiões próximas, com muita chuva em certos períodos do ano.

Uma das principais atrações para o turista é o fato de o país ter permanecido fechado ao turismo por muitos anos. Lá, a televisão e a internet somente começaram a funcionar em 1999. Devido a tais ´atrasos´, a geografia da região está preservada e muito bem conservada, com pontos turísticos recomendados a todos aqueles que estão em busca de aventura e natureza – Butão está entre os 10 países com a maior biodiversidade do planeta.

A religião predominantemente budista está presente em todos os lugares. Templos, orações... Ainda assim, a religião não é ensinada nas escolas. O turismo, a segunda fonte de renda, é muito controlado. Com exceção dos cidadãos da Índia, nenhum estrangeiro tem  permissão para viajar livremente pelo país. É preciso sempre estar acompanhado por um guia local. O acompanhante obrigatório não é um comissário político que ficará te controlando o tempo inteiro, mas apenas uma forma que encontraram de controlar e moderar o turismo, para que as visitas não sejam intrusivas demais para com a cultura local. No final da tarde, após terminar o passeio, o guia te deixa livre para se deslocar pela cidade, onde você dorme sem nenhum problema.

Algumas curiosidades sobre o Butão: a constituição estabelece um prazo de no máximo 65 anos para que alguém possa exercer um cargo político ou público. Ao atingir esta idade, é preciso que a pessoa se aposente, mesmo sem querer, e passa o cargo para gerações mais novas. O pessoal de lá dá muita risada quando conto que a rainha da Inglaterra tem 87 anos, e seu herdeiro tem 64. Lá não existe cigarro, proibido em todo o país desde 2004.

Por outro lado, existem as cervejas locais (recomendo a Red Panda) e um licor típico das zonas rurais. O animal nacional é o takin, um bicho com cabeça de carneiro e corpo de vaca que vive nos vales do Himalaia. Não há transporte disponível para chegar ao Norte, o jeito é caminhar três dias caso você queira conhecer o Himalaia. Escaladas a picos mais altos também são proibidas. Isso porque a região é uma vila agrícola, e os agricultores que moram por ali não querem arriscar ter seus rios e montanhas poluídos pelos visitantes, como já ocorre em outras regiões do Himalaia.

A gastronomia local é simples e bem tradicional. No Butão o café da manhã é composto por arroz com verduras, frango e chilli. O mesmo menu é servido no jantar. Por outro lado, podemos ficar tranquilos, pois com o aumento do turismo na região alguns lugares já oferecem um cardápio mais variado. A principal fonte de renda do país é a venda de energia hidrelétrica à Índia, e o salário médio dos trabalhadores da região é algo em torno de 400 dólares mensais.


FIB (Felicidade Interior Bruta)
Em 2 de junho de 1974, Jigme Singye Wangchuck disse em seu discurso: A felicidade interior bruta é muito mais importante do que o produto interno bruto. Tinha 18 anos e acabara de se tornar o monarca mais jovem do mundo após a morte de seu pai.

A frase dita por ele não é um mero slogan. Daquele dia em diante, a filosofia da felicidade interior bruta (FIB) tem guiado a política de Butão e seu desenvolvimento. A ideia é que o modo de medir progresso não deve estar baseada estritamente no fluxo monetário. O verdadeiro desenvolvimento de uma sociedade, para eles, acontece quando os avançoes materiais e espirituais se complementam e reforçam-se mutuamente. Cada passo que uma sociedade dá não deve apenas estar baseado em seu rendimento econômico, mas sim se esse passo leva felicidade às pessoas.


Visto
Todos os turistas devem obter um visto antes de viajar para o Butão. No entanto, estes vistos são gerados por um operador local, assim não há necessidade de visitar qualquer embaixada ou consulado do Butão em outro país. Os turistas que desejam conhecer o país devem fazê-lo através de uma reserva feita diretamente com uma agência de turismo local, ou um operador autorizado em seu país de origem, que então fará a ponte com o operador de lá.

As cidades com conexão direta com Paro são Bangkok (Tailândia), Bagdogra, Bodhgaya, Delhi, Guwahati e Kolkata (Índia), assim como Dhaka (Bangladesh) e Katmandú (Nepal).





Rafael Paniagua


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