créditos: Bella da Semana

Não é apenas fumar um charuto...

Fumar um charuto é um ritual. Essa é uma afirmação de todos os apaixonados pela verdadeira degustação de um ótimo charuto. É fumando um charuto que se comemora o nascimento de um filho, a compra de um carro, a realização de um sonho. Esta arte pode ser considerada uma paixão avassaladora para homens que sabem apreciar um bom charuto. Mas é sempre bom saber mais detalhes e ficar por dentro da história e das origens dessa famosa arte sedutora. A história do charuto O charuto tem origem caribenha, mais exatamente a ilha de Cuba, onde os índios fumavam folhas entrelaçadas de tabaco, chamando-as de Cohiba. Com a chegada de Cristóvão Colombo, o costume dos índios ficou então conhecido. Alguns membros da expedição experimentaram e até levaram folhas de tabaco para a Espanha, mas sem nenhum sucesso, foi considera uma atitude herege pelo Tribunal da Inquisição. A verdade é que este costume veio dos Maias da América do Central, onde o fumo era utilizado em rituais e cerimônias. Os navegadores portugueses encontraram índios fumantes em quase todos os lugares do Brasil e além do tal "tubo marron", que foi o precursor dos cigarros e charutos, os índios também mascavam tabaco picado ou cheiravam rapé. Na Europa o tabaco ficou conhecido através da viagem de descobrimento das Américas por Cristóvão Colombo, em 1492. E foram os acompanhantes de Colombo que levaram o hábito para a Espanha e Portugal, depois Itália e França. Na Inglaterra Sir Walter Raleigh foi então considerado o responsável pela introdução do tabaco no país e também pela moda de fumar. Na França e Inglaterra, o hábito de fumar só se tornou popular após a guerra contra Napoleão (1806-1812). A produção de charutos começou na Inglaterra em 1820. No início do século 17, o tabaco era fumado apenas em cachimbos nas colônias americanas. O charuto propriamente dito só apareceu em 1762, quando o general Israel Putnam retornou de Cuba com uma seleção de charutos e muito tabaco. No século 19, os norte-americanos não só compravam charutos de Cuba como os produziam em seu próprio país (Connecticut é famosa pelas folhas de tabaco que fornece), pois charuto tinha se tornado um símbolo de status nos EUA e a marca começava a se tornar importante. Mas o hábito sempre teve opositores: a rainha Vitória, da Inglaterra, as forças reacionárias norte-americanas durante a Lei Seca (1919). A produção O solo e o clima favoráveis de Cuba para a plantação de tabaco transformam o país no produtor do melhor fumo do mundo, com um solo rico e diversificado capaz de produzir vários tipos de fumo com uma excelente qualidade. Está aí o porquê de o termo Havana ser usado como sinônimo de alta qualidade. A Primeira Guerra Mundial (1914-1917) estimulou o consumo de cigarros. Temendo perder mercado, os fabricantes de charutos adotaram a mecanização, na década de 20, inicialmente nos EUA. Os preços caíram e o charuto tornou-se artigo popular. Também no início do século, muitos produtores de tabaco migraram para países como República Dominicana, Honduras, Venezuela e México. A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) dificultou a obtenção de charutos cubanos, o que estimulou sua produção em colônias como a Jamaica (de domínio inglês). O Brasil produz charutos puros, como em Cuba, todos feitos à mão. A região produtora é a Bahia, onde ficam as famosas fábricas Alonso Menezes & Amerino e a Le Cigar, que atendem bem o mercado interno e exportam para os Estados Unidos e Europa. Os charutos brasileiros têm como características o sabor encorpado e a cor escura obtida após o processo de fermentação. A República Dominicana é o maior produtor de charutos manufaturados de alta qualidade do mundo, sua principal região é o vale do Cibao. Produz charutos bastante encorpados, mas não tão fortes quanto o cubano. Honduras é conhecida como produtora de fumo de alta qualidade e de excelentes capas, e tem o privilégio de um ambiente adequado com planícies quentes e úmidas. Suas sementes são originárias de Cuba e do rio Connecticut, nos EUA. As marcas mais famosas Montecristo - É considerado um dos melhores charutos do mundo e o mais vendido, fazendo juz ao recorde de produção e exportação, sendo que o nº 4 representa metade do total exportado por Cuba. Cohiba - Era o charuto predileto de Fidel Castro, tornou-se símbolo do renascimento da indústria cubana de charutos pós-revolução. Por determinação de Fidel este charuto chegou a ser restrito aos Chefes de Estado. Eduardo Rivero, criador da marca Cohiba, produz seus charutos em Havana. Romeu y Julieta - Um charuto que tem sua verdadeira poesia na história e no sabor. Fernández Rodriguez , um milionário excêntrico, distribuía charutos em todos os Jóquei Clubes onde sua égua Julieta estivesse correndo, assim fazia sua inusitada campanha publicitária. Ficou famoso também por tentar comprar o Castelo onde foi palco da imortal tragédia Shakesperiana. É creditado a este charuto o tamanho denominado Churchill. Punch - Está entre os charutos de melhor qualidade e apresentação. A marca conquistou diversos admiradores, tornou-se o charuto predileto de Winston Churchill, que começou a fumar quando, na condição de jornalista, cobriu a guerra de independência de Cuba contra a Espanha. Formatos e tamanhos Mesmo os charutos sendo classificados pelo comprimento e diâmetro, dependem ainda do fabricante e de alguns padrões estabelecidos: Corona - 14,2 cm de comprimento e 1,86 de diâmetro - queima média 45 minutos. Petit Corona - 12,9 cm de comprimento e 1,66 de diâmetro - queima média 35 minutos. Churchill - 17,8 cm de comprimento e 1,90 cm de diâmetro - queima média 1 hora e 20 minutos. Robusto - 12,7 cm comprimento e 1,90cm de diâmetro - queima média 35 minutos. Corona Gorda - 14,3 cm comprimento e 1,66 de diâmetro - queima média 40 minutos. Double Corona - 19,4 cm de comprimento e 1,94 cm de diâmetro - queima média 1 hora e 45 minutos. Panatela - entre 12 e 19,2 cm de comprimento e 1,50 cm de diâmetro - queima média 1 hora e 10 minutos. Lonsdale - 16,5 cm de comprimento e 1,66 cm de diâmetro - queima média 1 hora. Belicoso e Torpedo - 15,6 cm de comprimento e 2,06 de diâmetro - queima média de 50 minutos. Diademas - o maior tamanho que existe, 22 cm ou mais de comprimento. Como reconhecer um charuto verdadeiro Um charuto falso e um verdadeiro são idênticos. Além de comprar nas lojas autorizadas, a única maneira de ter alguma certeza da origem é conferir, na caixa, as seguintes características: - Selo no canto da caixa, escrito Habanos (exceto para a marca José L. Piedra) - Marca a ferro quente na caixa de madeira, dizendo: ´Habanos S/A´ e ´Hecho en Cuba´. Os mais sofisticados têm ainda o registro ´Totalmente a mano´. Aqueles parcialmente enrolados a mão têm a inscrição ´Hecho a mano´. Os charutos enrolados a máquina não têm observação alguma. - Todos os charutos da caixa devem ter a mesma cor, os anéis de identificação devem estar alinhados. As caixas devem ter um único prego, usado como fecho O charuto, o glamour, a degustação. O charuto sempre esteve associado ao poder e a riqueza. Dentre os famosos "embaixadores" desta nobre arte estão Wiston Churchill, JF Kennedy, Alfred Hitchcock, Sigmund Freud. Entre os brasileiros figuram com destaque Jô Soares, Otávio Mesquita e Antonio Fagundes. Existem etiquetas e regras para a degustação de um charuto. O local adequado é muito importante. O cheiro pode ser desagradável para algumas pessoas que certamente não apreciam um charuto. Existem regras básicas, como cortar a ponta cerca de 0,5 cm tomando cuidado para não desenrolar a capa. , se preferir fazer um furo saiba que este procedimento pode afetar o sabor, geralmente deixando-o mais forte, use sempre um cortador profissional. Na hora de ascender utilize um isqueiro próprio (gás butano) ou fósforos longos, especiais para charutos, deixe a chama próxima da ponta a ser acessa, nunca a encoste totalmente, o calor é suficiente para acendê-lo. Para apagar deixe o charuto repousar, assim ele apagará sozinho em menos de dez minutos, não se apaga o charuto como um cigarro, além de ser deselegante ele exala um cheiro muito desagradável. A conservação também é muito importante. Um charuto precisa de temperatura e umidade ideais para manter sua qualidade. Luz em excesso também prejudica a condição ideal de um charuto. A temperatura deve estar entre 15 e 20 graus Celsius e a umidade do ar entre 60% e 70%. O ideal para a conservação os charutos são os umidificadores, que são caixas forradas internamente de cedro, uma madeira ideal para conservação das propriedades de umidade e temperatura dos charutos. A manutenção e limpeza do interior do umidificador deve ser feita periodicamente com vinagre branco diluído em água e depois deixado para secar a luz do sol, evitando mofo. Você achou que era só comprar um belo charuto e ascender, dando boas baforadas por aí para ser um degustador? Não esqueça ainda que as bebidas devem ser servidas de acordo com o charuto: cognac, armagnac, grappa, whisky, vinho do porto, tequila e especialmente o rum que é apropriado para limpar o pálato bucal, permitindo a degustação de outro charuto sem atrapalhar o sabor caso seja diferente. A ocasião mais especial e tradicional é no nascimento de um filho, são distribuídos charutos geralmente de marcas conhecidas e mais conservadoras como Montecristo e H. Upmann. Batizados e Casamentos também são ocasiões que celebram este sofisticado costume. Fontes: http://www.curingao.com.br http://www.br.inter.net/especiais http://www.tabacoecompanhia.com http://basilico.uol.com.br

Mariana Goulart


Sobre o Bella Politica de Privacidade Política de Cancelamento Programa Afiliados Área do parceiro Imprensa Contato RSS

Preencha o endereço de e-mail utilizado no seu cadastro para receber sua senha