créditos: Bella da Semana

Afrodisíaco e saboroso...

Ninguém pode negar um pedaço de chocolate, um bombom, uma maravilhosa trufa. É realmente muito difícil conhecer uma pessoa que não seja fascinada por chocolate. Mas a verdade é que esta paixão tem uma explicação científica muito clara, de onde podemos entender a causa das mulheres serem loucas pela doçura, pelo chocolate às vezes parecer quase uma necessidade e ainda o porquê dos apaixonados trocarem caixas de bombons em datas especiais ou quando estão no ápice da paixão. O surgimento Remota de 1500 A.C, segundo os registros de estudos feitos que demonstram que a civilização Olmeca foi a primeira a desfrutar do fruto do cacau. Os Olmecas habitavam as terras baixas do Golfo do México e evidências arqueológicas comprovam que pouco tempo depois os Maias, Toltecas e Astecas já utilizavam também o cacau. Os Maias e os Astecas, acreditavam que o cacau era o alimento dos deuses. Eles torravam os caroços do cacau e então o esmagavam para transformar em pasta. Essa pasta era misturada com temperos, pimenta e aromatizantes, diluída com água, e então bebida ou usada para fazer bolos. Eles usavam o cacau para obter vigor e força durante as cerimônias religiosas e como afrodisíaco. As sementes de cacau eram tão valorizadas, na mesma época, que viraram moeda corrente. Eram usadas como meio de troca a referencial de valores. Foi Cristóvão Colombo historicamente que descobriu o cacau para a Europa, quando na sua quarta viagem ao Novo Mundo, em 1502, teria levado sementes de cacau para o rei Fernando II, sementes que passaram quase despercebidas no meio de outras tantas riquezas trazidas por ele. Hernando Cortez em 1519, durante suas conquistas no México, descobriu o cacau, mas os espanhóis não prezavam muito a bebida, achando-a fria, amarga e muito gordurosa. Porém perceberam rapidamente o valor da semente como o referencial de valor e moeda de troca. Foi então que a "moeda" cacau começou a ser plantada no México. Os espanhóis começaram a agregar açúcar a outros adoçantes à bebida, tornando mais doce conforme o gosto europeu. O líquido quente começou cada vez a cair mais no gosto da elite espanhola. E nesta mesma época surgiram os tabletes de cacau que facilmente eram derretidos e transformados em bebida. Por volta de 1660, as casas de chocolate estavam em voga na Grã Bretanha e a bebida era popular nos círculos da corte francesa. Numa carta datada de 11 de Fevereiro de 1671, a Marquesa de Sevgine aconselhou sua filha a beber chocolate caso não tivesse dormido ou não estivesse sentindo-se bem. Quando depois a sua filha ficou grávida, ela culpou o chocolate porque a Marquesa de Coetlogon, que ficou famosa por beber quantidades exageradas de chocolate durante a gravidez, deu a luz a um bebê negro. (A cor da pele do bebê foi atribuída ao chocolate e não ao jovem escravo africano que servia a bebida). Durante os 150 anos seguintes, a novidade se espalhou por toda a Europa, fortemente difundido pela França, Inglaterra, Alemanha, Itália e outros países. Também foram adicionados vários ingredientes ao chocolate líquido: leite, cerveja, vinho, açúcar e diversas especiarias. O chocolate só chegou aos Estados Unidos em 1755 e o marco da fabricação do chocolate em grande escala se deu em 1795 quando os ingleses começaram a esmagar os grãos de cacau nas máquinas a vapor. A verdadeira revolução do chocolate se deu depois de 30 anos, quando os holandeses criaram uma prensa hidráulica que permitia, pela primeira vez a extração, de um lado, da manteiga de cacau, e do outro a torta, ou massa do cacau. A massa de cacau era pulverizada e se transformava em pó que acrescido de sais alcalinos ficava solúvel facilmente em água, dando início ao desenvolvimento de bebidas achocolatadas e aos tabletes de chocolate parecidos com os que comemos hoje em dia. Quimicamente explicado... Não é possível negar que quando alguém se apaixona seu organismo é atacado por varias substâncias, dentre elas a feniletilamina. Ela é uma molécula natural semelhante à anfetamina e suspeita-se que sua produção no cérebro possa ser desencadeada por eventos tão simples como uma troca de olhares ou um aperto de mãos. Normalmente o cérebro de uma pessoa apaixonada contém grandes quantidades de feniletilamina e esta substância poderia responder, em grande parte, pelas sensações e modificações fisiológicas que experimentamos quando estamos apaixonados. A feniletilamina, que é estimulante e antidepressivo similar, em composição e ação, à epineprina e anfetaminas. Isso explica porque o chocolate tem características viciantes e de elevação do humor. Feniletilamina é fabricada em nosso cérebro da tirosina, um elemento de proteína. Níveis de feniletilamina e seus metabólicos são geralmente baixos nos fluidos biológicos de pessoas com depressão. O comportamento das pessoas com depressão de procurar por chocolate pode ser uma forma inconsciente de auto-medicação. A feniletilamina existe em altos níveis no chocolate, o que fez com que alguns cientistas procurassem dar explicações racionais para esclarecer o porquê as pessoas compram chocolates para suas amadas. Está aí a razão dos apaixonados oferecerem chocolates, juntamente com um buquê de flores para as mulheres de seus sonhos. Talvez não seja uma mera coincidência que as flores e o chocolate façam parte das conquistas amorosas em todo o mundo. O chocolate sempre teve uma reputação de afrodisíaco, tanto que, nos conventos da Idade Média, as freiras eram proibidas de comer chocolate, mas a proibição não se estendia aos padres. O que mostra que na história até o chocolate tem lugar. Porém a feniletilamina no chocolate se degrada muito rapidamente, de modo que vai ser preciso comer muito chocolate para que se observe algum efeito. Haja gordura! O chocolate precisa de uma temperatura ideal para conservação, depois de vários processos que passa na fabricação. Amêndoas, nozes e principalmente avelãs são as especiarias mais procuradas nos chocolates das melhores qualidades. E o preço também é bem condimentado, o quilo de alguns chocolates que são vendidos em trufas e bombons diversos, varia entre R$50,00 até R$350,00 reais. Os chocolates suíços, belgas e os franceses são líderes de qualidade e apreciação, a tradição é seguida em todos os processos desde as sementes de cacau até o chocolate industrializado nas lojas. Os Estados Unidos também está ganhando uma boa fatia do mercado com matéria prima de origem belga, contendo 70% de cacau. Fontes: http://www.doqueelasgostam.com.br/chocolate.htm http://www.indeca.com.br/choco.htm

Mariana Goulart


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