créditos: Bella da Semana

A Fórmula 1

A velocidade tem um impacto dual: pode trazer riscos e medo, mas também desperta muita adrenalina. E muita mesmo! Não é à toa que a Fórmula 1 é o esporte mais popular do automobilismo no mundo atualmente. Um esporte que gira em torno de muito dinheiro, grandes patrocínios, as maiores marcas de carros e motores sem falar da multidão de fãs que acompanham os campeonatos anuais. A Fórmula 1 tem sua grande raíz na Europa, onde tem mais ênfase, sendo que a sede da federação fica em Paris, a Fédération Internacionale de l´Automobile (FIA), uma associação não lucrativa originalmente criada em 1904 que representa os interesses do automobilismo. O primeiro campeonato mundial de automobilismo, a atual Fórmula 1, foi organizado pela FIA em 1950. As competições dos Grandes Prêmios que eram disputadas na Europa logo no início do século XX até a Segunda Guerra Mundial originaram o campeonato de Fórmula 1, época que pararam as competições,e que recomeçaram após o fim da guerra, em 9 de setembro de 1945. A prova que inaugurou o campeonato mundial de Fórmula 1 aconteceu em 13 de maio de 1950, organizado pela FIA no circuito de Silverston na Inglaterra. Para o campeonato, foram anunciados seis GPs a serem disputados na Europa, Inglaterra, Mônaco, Suíça, Bélgica, França e Itália e o resultado era adicionado às 500 milhas de Indianápolis, mesmo que os carros, equipes e pilotos que competiam nos Estados Unidos, eram completamente diferentes dos da Europa. As dificuldades do período pós-guerra eram grandes, os carros eram do pré-guerra. Então foi permitido carros com motores superpressurizados até 1,5 litro ou com motores aspirados de 4,5 litros. A Ferrari anunciou sua presença, mas não conseguiu deixar prontos seus carros para a prova inaugural, haviam algumas Voiturettes e carros esportivos modificados, como os Talbots. As regras eram as seguintes: seriam descartados os 3 piores resultados das 7 corridas disputadas. A pontuação era assim dividida: 8 pontos para o primeiro colocado; 6 para o segundo; 4 para o terceiro; 3 para o quarto; 2 para o quinto colocado e um ponto para o piloto que marcasse a volta mais rápida da prova. A primeira corrida em Silverstone teve a presença de um público de 100 mil pessoas, além da presença Rei George VI, a Rainha Elizabeth (hoje Rainha Mãe) e a princesa Margareth. Os dois primeiros anos foram dominados pelas Alfettas e as antigas voiturettes. A Ferrari então apresentou um carro vencedor com motor de 4,5 litros e que dominou completamente os anos seguintes, dando à Alberto Ascari o título de bi-campeão. Em 1954 a Mercedes-Benz voltou às pistas trazendo um ótimo carro que deu a Fangio mais dois títulos, tornandose tricampeão mundial. No final do ano de 1955 a Mercedes abandonou as competições por causa de uma grande tragédia em Le Mans, quando 80 espectadores morreram quando a Mercedez de Pierre Lavager projetou-se sobre a multidão. Foi quando a Ferrari contratou Fangio e assim ele conseguiu seu quarto título mundial, que em 1957 conquista o quinto título pela Maseratti. Os anos 60 trouxeram muitas conturbações nas pistas. Mortes, patrocínios e muita propaganda. A Lotus juntou-se à uma empresa de tabaco em 1968 e criaram a equipe Lotus Gold Leaf com carros pintados de branco, vermelho e dourado, desaparecendo assim o tradicional verde britânico usado até então. A prtir de então, as competições passarram a ser o melhor meio comercial. As mortes nas pistas foram assustantes! Entre 1966 a 1969 morreram 34 pilotos. Com esse alto número de mortes, Jackie Stewart exigiu mais segurança nas pistas. Um grande acidente aconteceu em 1966 na pista belga de Spa- Francorchamps, durante uma tempestade que deixou seco apenas o grid de largada, Jackie caiu em uma vala e ficou preso no carro com o macacão encharcado de gasolina. Enquanto Graham Hill e Bondurant tentavam desaparafusar o volante para poder retirá-lo de dentro do monocoque. O piloto disse que não correria mais se não tivesse segurança no seu carro, e idealizou o capacete que cobre a cabeça toda r o macacão anti-chamas, sendo ridicularizadopor aqueles que acreditavam que a corrida deveriam ser um esporte de risco. A Renault retornou às pistas em 1977, depois de ter se retirado em 1906. mas o mais importante dessa década foram os pneus. Em 1071, começaram a ser usados os pneus Slicks (sem os sulcos). Alguns pilotos acharam que seria meio escorregadio e com o retorno da Renault em 77em parceria com a Michelin, utilizaram pela primeira vez os pneus radiais, que foi um sucesso total, fazendo a Ferrari em 1978 deixar a Goodyear pelos pneus radiais da Michelin. Niki Lauda foi o grande campeão da década de 70. muitos pilotos, como Emerson Fittipaldi, ameaçaram os organizadores por causa da falta de segurança nos autódromos. Os pilotos brasileiros têm um ótimo histórico nas pistas da Fórmula 1. Emerson Fittipaldi se tornou o mais jovem campeão do mundo com 25 anos, estatística que foi batida somente em 2005 por Fernando Alonso.O brasileiro Nelson Piquet estreiou em 1978 na equipe Alfa Romeu, dando início à uma grande carreira de vitórias. Na década de 80 surgiu um dos mais importantes pilotos da história do automobilismo: Ayrton Senna da Silva, tricampeão mundial, que teve sua carreira interrompida por um acidente fatal em 1 de maio de 1994. Senna fez o país parar e chorar sua morte num velório trasnmitido durante todo dia 2 de maio, uma segunda-feira onde o Brasil enterrou um dos maiores ídolos do esporte brasileiro. O maior piloto de todos os tempos também deixou as pistas, mas por opção. O alemão Michael Schumacher depois de 15 anos correndo e sete títulos mundiais (marca jamais alcançada por outro piloto de Fórmula 1) passou pelas equipes Jordan-Ford, Benneton-Ford, Benneton-Renault e finalizou sua carreira na Ferrari, tendo como companheiro o brasileiro Rubens Barrichello e Felipe Massa. Schumacher ainda tem as melhores pole positions e as voltas mais rápidas da Fórmula 1 atualmente. Os esportes automobilísticos necessitam de um grande suporte financeiro. Os pilotos começam geralmente correndo em karts nos principais circuitos nacionais. Os patrocínios ligados à Fórmula 1 são milionários, redes de comunicações, marcas de cigarros, laticínios e bebidas em geral injetam nas corridas uma soma gigantesca de dinheiro, já que para estar dentro de um Grand Prix você tem que investigar um bom capital. Roupas feitas para as pistas, capacetes especiais, combustível para os carros especialmente preparados para correr e toda a tecnologia de primeira são direcionadas para a segurança dos pilotos. Dentro dos boxes dos 17 circuitos mundiais pode-se encontrar os melhores mecânicos do mundo, mulheres maravilhosas promovendo as marcas patrocinadoras e uma infinidade de pessoas que trabalham para este espetáculo sobre rodas. Se você já é um telespectador, prepare-se para assitir ao vivo uma corrida de Fórmula 1 e sentir que a adrenalinda da velocidade tem um impacto dual: pode trazer riscos e medo, mas também desperta muita adrenalina. E muita mesmo! As cores dos carros - As cores tradicionais dos carros no início da Fórmula 1 eram o verde para as equipes inglesas, o vermelho para as italianas, o azul para as francesas e o prata alemão. Nessa época a F1 era essencialmente um esporte, e o mercantilismo ainda não tinha tomado conta do esporte. As equipes eram mantidas com ajuda das empresas de petróleo e fabricantes de pneus. Essa obrigação durou até 1968. Fontes http://www.formula1.com http://pt.wikipedia.org http://pro.corbis.com

Mariana Goulart


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