créditos: Bella da Semana

O vinho

O vinho teve a sua origem no Oriente, na região do Cáucaso (hoje Geórgia e Armênia), cerca de 7000 anos a.C. espalhando-se depois para a Mesopotâmia, Síria, Palestina e Egito. Através do Chipre e Creta, as parreiras conheceram a Europa. Primeiro a Grécia, onde a vitivinicultura conheceu grande desenvolvimento, cabendo aos gregos difundi-la por todo o Mediterrâneo, depois Itália, França e outros países mais. O vinho era muito apreciado pela elite da época e disponível apenas a uma minoria dos cidadãos. Embora os egípcios não tenham sido os pioneiros na produção de vinho, eles foram os primeiros a registrar, em tábuas de pedra e paredes de túmulos a plantação da uva, o processo de fabricação do vinho e da celebração de seus valores.
Assim como outras descobertas do acaso, o vinho foi fruto do esquecimento de algumas uvas em um recipiente, resultando numa fermentação natural e fazendo com que seu doce líquido se transformasse em álcool, álcool vínico.  Os homens, mesmo sem entender o fenômeno, perceberam que isso era bom e passaram a bebê-lo.

O vinho possui uma grande importância religiosa e histórica. Um exemplo disso é a evidência da bebida no cristianismo, onde representa o sangue de Cristo. Outro valor da bebida é o fato dela ter surgido antes mesmo da escrita, e ter passado por diversas civilizações, como Egito e Grécia, tomando assim, um contexto histórico.

Além de uma bebida agradável, o vinho também é ótimo para a saúde. Pesquisas recentes afirmam que beber de um a dois cálices de vinho por dia, reduz o risco de doenças cardíacas, causadoras do infarto, além de outras doenças. Isso se deve ao fato de que no vinho há a presença de polifenóis que possuem propriedades antioxidantes, diminuindo a atuação dos radicais livres que estão ligados a várias doenças, como câncer, estresse e envelhecimento.


Com a industrialização das fábricas, o vinho perdeu alguns de seus processos artesanais. Marcas famosas pela sua qualidade fazem questão de expor essa fabricação artesanal. O mais tradicional dos processos é a pisa. Há um ritual a ser cumprido antes de se entrar no lagar para a pisa da uva. Homens e mulheres vestem-se com short e camisa xadrez (assim manda a tradição), lavam os pés e, uma vez dentro do lagar, trançam os braços fazendo uma corrente humana, assegurando-se, assim, que toda a extensão do lagar seja pisada indistintamente.
Depois de pisada, a uva fica fermentando de três a dez dias, quando então o açúcar transforma-se em álcool e a casca flutua, deixando o precioso líquido no fundo do lagar. Para que o vinho seja tinto, é preciso manter em contato a pele e o sumo para que a cor seja transmitida ao mosto (sumo fresco da uva na primeira etapa da fermentação). Só depois deste processo, o vinho será filtrado e colocado em tonéis, para posteriormente ser engarrafado.

O vinho e a gastronomia

Como um ótimo complemento gastronômico, o vinho também é utilizado para adicionar um toque especial ao paladar de certos pratos. A degustação de vinhos é uma arte feita minuciosamente. Os enólogos conhecem todos os tipos de uvas, a região de origem, o aroma, a safra e as várias características dos vinhos. Apesar de algumas regras básicas que devem ser levadas em conta, para que se possa apreciar o vinho em todas suas características, o paladar é pessoal. Toda e qualquer interferência no paladar deve ser anulada, como fumo ou outra bebida que não seja água. A cor, a limpidez, os reflexos e o brilho devem ser considerados.


Cada tipo de uva deve ser direcionado a certo alimento. Assim, como existem regras para a combinação com cada prato, também existem ocasiões onde o vinho deve ser completamente esquecido. Os rosados e espumantes podem acompanhar todos os segmentos de uma refeição. Quando forem servidos vários tipos de vinhos em uma refeição, o certo é começar pelo mais leve e mais fraco, e terminar com o mais forte e encorpado. Saladas temperadas com vinagres não devem ser acompanhadas de vinhos, assim como pizza e sobremesas muito doces.

É extremamente importante a maneira como se guardam as garrafas de vinho. Os vinhos devem ser guardados, de preferência, na posição horizontal, em local com pouca luminosidade e cuja temperatura não ultrapasse os 20°C. Para esfriar o vinho, deve-se usar um balde de gelo ou até mesmo a geladeira, mas nunca o freezer, pois o choque térmico modifica as características do vinho. Os espumantes devem ser servidos gelados, para que a espuma se torne mais refrescante.
O vinho tinto, no inverno, deve ser tomado na temperatura entre 15 a 20°C, mas nada impede que, no verão, ele seja colocado na parte mais baixa da geladeira, por mais ou menos 30minutos. O vinho branco, no verão, deve ser degustado numa temperatura entre 8 a 10°C, e para isso, conservado em um balde de gelo. No entanto, no inverno, a temperatura pode ser mais amena, e o balde de gelo dispensado. 

Os tipos de uvas

Os tipos de uvas são denominados pela região de origem. Basicamente existem dois tipos de uvas, as uvas tintas e as uvas brancas. Algumas regiões, como a Califórnia, cresceram fortemente nos últimos tempos e hoje produzem safras que estão entre as melhores do mundo. As uvas francesas Cabernet Sauvigno¬n e Merlot da região de Bordeaux são famosas pelos vinhos finos e apurados.
Algumas das uvas mais famosas são:

Cabernet Sauvignon - A mais clássica e conhecida das variedades de vitis vinífera, base do corte usado nos grandes vinhos de Bordeaux (Latour, Mouton-Rothshild, Lafite, Margoux etc). É uva mais difundida em todo o mundo. Na Austrália geralmente é mesclado ao Shiraz. Produz os melhores tintos do Brasil e do Chile.
Países: França (Bordeaux), Estados Unidos (Califórnia), Chile, Argentina, Austrália, África do Sul, Itália e Brasil.

Merlot - Similar à cabernet sauvignon, entretanto mais suave, tem sabor mais macio, menos tanino e aromas mais frutados. Na Califórnia, nos Estados Unidos, também rendeu grandes exemplares. Também muito usada no Novo Mundo e plantada em várias partes do planeta onde se faz vinho.
Países: França (Bordeaux), Norte da Itália, Estados Unidos, Chile, Austrália, Nova Zelândia, Argentina, Brasil.

Cabernet Franc - terceira uva tinta mais importante de Bordeaux (Pommerol e Saint Emilion), é mais leve e com menos taninos que a cabernet sauvignon e amadurece mais cedo. É muito usada no corte com outras uvas.
Países: França (Bordeuax, Loire), Argentina, Austrália, Estados Unidos (Califórnia) e Nova Zelândia.

Malbec - originária de Bordeaux e usada somente misturada a outras cepas, esta uva se tornou emblemática na Argentina, onde é responsável pelos melhores vinhos tintos produzidos no país, de cor escura, denso e aromas florais. Começa a render alguns rótulos no Chile também.
Países: França, Argentina e Chile

Pinot Noir (pinot nero) - Uva típica da Borgonha, produz os vinhos mais admirados pelos enólogos e enófilos do mundo. Os exemplos mais clássicos são os renomados (e caros) vinhos de Romanée-Conti, Volnay, Clos de Vougeat e outros tantos da Borgonha. A pinot noir também faz parte da receita que compõem os vinhos da Champagne.
Países: França (Borgonha, Champagne), Chile, Itália, África do Sul.

Chardonnay - Uva branca fácil de cultivar e vinificar. Está espalhada em todo o mundo. Por não ser uma uva aromática, a passagem pelo barril de carvalho lhe confere maior complexidade em algumas regiões, principalmente do Novo Mundo, onde mostra um toque amanteigado e tostado.
Países: França (Borgonha), Estados Unidos (Califórnia), Austrália, Nova Zelândia, Chile, África do Sul, Argentina, Brasil.

Pinot Blanc (pinot bianco) - esta uva dá vinhos leves, secos, frutados, para beber jovem, principalmente aqueles produzidos na Itália. Original da Borgonha, na França sua base é a Alsácia.
Países: França (Alsácia), Itália, Áustria e EUA

Prosecco - encontrada na região de Vêneto, na Itália, é responsável pela produção de espumantes frescos, frutados, com pouco acidez e paladar. Não se trata, portanto, de uma região, como muita gente pensa, mas de uma uva, usada por este espumante que se difundiu por todo o mundo.
Países: Itália, Brasil

Riesling - Junto com a Chardonnay é considerada a melhor uva branca do mundo. Produz vinhos com acidez elevada e teor alcoólico baixo (8ºC). Os melhores riesling são encontrados na Alemanha e produz vinhos de grande qualidade que é medido pelo seu teor de açúcar. Aromas delicados e florais.
Países: Alemanha, Áustria, Austrália, Nova Zelândia, França (Alsácia) e EUA.

Fontes:
http://www.brasilescola.com
http://winexperts.terra.com.br
http://www.sensibilidadeesabor.com.br
http://www.ccfb.com.br/Cultura

Mariana Goulart


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