créditos: Bella da Semana

A bolsa de valores

Com algum capital no bolso e um home broker é possível você estar sentado agora na frente do computador e controlar as suas próprias ações da maior indústria siderúrgica de aços longos do Brasil. Sim, é possível, mas cuidado! Se você abandonar suas ações por alguns dias, você pode estar correndo sérios riscos na bolsa de valores. Comprar e vender ações não estão mais limitados apenas aos pregões financeiros. Graças ao mundo digital, softwares e cursos destinados ao aprendizado de investimento na bolsa de valores viraram fortes ferramentas de trabalho.

A nova leva de jovens investidores fez crescer uma febre pela adrenalina gerada na compra e venda de ações. Os cursos surgiram para ensinar a teoria pura e depois a prática. Saber definir qual ação é mais atraente para compra exige a pesquisa de mercado, onde a liquidez permite ao investidor ter a opção de se retirar da sociedade e migrar para outro negócio. No meio de um turbilhão de fatores, a volatilidade, que nada mais é do que as oscilações de curto prazo das cotações das ações, não deve ser preocupante, uma vez que o investidor  deve buscar os critérios de avaliação de empresas para poder analisar seus fundamentos. A volatilidade é a arma do jogo!

Entendendo a bolsa

Ação é um pedacinho de uma empresa. Com um ou mais pedacinhos da empresa, você se torna sócio dela. Para melhor definir, podemos dizer que ações são como títulos nominativos negociáveis que representam uma fração do capital social de uma empresa. Assim sendo, existem as Ações Ordinárias (ON), que concedem o direito de voto nas assembléias da companhia ao seu detentor e as Ações Preferenciais (PN), que oferecem preferência no recebimento dos resultados ou no reembolso do capital em caso de liquidação da companhia. As ações preferenciais não concedem o direito de voto e podem ainda ser diferenciadas por classes: A, B, C, etc. As características de cada classe são estabelecidas pela empresa emissora da ação, em seu estatuto social.

Não há um valor mínimo estipulado para investir na bolsa, isto vai depender do preço das ações que se deseja comprar e também da corretora escolhida. As corretoras são as instituições que compram e vendem ações pra você, credenciadas pelo Banco Central, pela CVM e pelas próprias Bolsas, estando habilitadas a negociar valores mobiliários com exclusividade no sistema eletrônico da Bovespa.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) foi fundada em agosto de 1890 e nesta época as negociações de títulos públicos e de ações de bancos e de empresas eram registradas em enormes quadros negros de pedra, para que todos pudessem acompanhar. A partir de 1960, a Bolsa passa a ser uma instituição com autonomia administrativa, financeira e patrimonial. Aquela gritaria do pregão viva voz, que até pouco tempo atrás era visto nos tele-jornais, foi extinto em 2005. Hoje o pregão é eletrônico, onde as ordens são colocadas pelos operadores de mesa nas corretoras através de terminais conectados com a bolsa.

O home broker foi lançado no fim da década de 1990, e permitiu ao investidor, por meio do site das corretoras, transmitir sua ordem de compra ou venda diretamente ao Sistema de Negociação da Bolsa. Semelhante aos serviços de home banking, oferecidos pelas redes bancárias, o home broker das corretoras estão interligados ao sistema de negociação da Bovespa e permitem que o investidor envie, através da Internet, ordens automáticas de compra e venda de ações.
Desde então, o mercado se aprimorou muito. Em 2006, a Bovespa implantou uma nova infra-estrutura de Tecnologia da Informação desenvolvida em parceria com HP, Intel e Microsoft. A redução de custos de manutenção, o retorno de investimento e uma maior flexibilidade de adaptação ao aumento de volume de transações no mercado de capitais foram alguns dos benefícios desta parceria.

A teoria parece um tanto difícil para quem não está habituado com números e cifrões. A prática é enérgica e cria um certo vício pela oscilação do mercado financeiro. A moda e os cosméticos também já estão entre as empresas abertas. A Natura e a Renner têm ações fortes no mercado. Os segmentos se tornam atrativos através da rentabilidade de cada um, seja o petróleo que fabrica desde combustível até peças e suplementos ou a soja.

As chamadas commodities são produtos cultivados ou de extração mineral, que podem ser estocados por certo tempo sem perda de qualidade, como suco de laranja congelado, soja, trigo, bauxita, prata ou ouro. Tudo gira em torno das commodities. No mercado americano, o bacon é uma commodity importante, já que a cultura do país abocanhou o alimento que gera grandes capitais. Hoje em dia produtos de uso comum mundial, como camisetas brancas e calças jeans são considerados commodities. Para um produto ser considerado uma commodity, é necessário que exista uma padronização de mercado do bem, onde compradores e vendedores possam fazer negócios em lotes.

Assim como muitos tipos de negócios, os fatores externos também afetam a bolsa de valores, fazendo com que algumas ações despenquem devido a um fato isolado. Estar atento a noticias diárias é imprescindível. Digamos que um grande investidor petroleiro esteja envolvido em escândalos pessoais que denegriram sua imagem. Pronto, se você não estava ligado aos noticiários do dia, nem percebeu o porquê desta queda, mas talvez agora saiba que o mercado da bolsa pode ser alterado até mesmo com o cotidiano.

Prepare-se então para fortes emoções, aí mesmo na frente da sua tela e tente não arrancar os cabelos por causa das oscilações de preços das ações. Sabendo investir, você pode ganhar uma ótima quantia se tornando sócio de algumas grandes empresas e ainda movimentar a economia do país. Você ainda tem dúvidas? Não se preocupe, afinal isso é só o começo. Bem vindo a bordo!

Fontes:
XP Educação %u2013 Florianópolis - www.xpe.com.br
www.bovespa.com.br

Mariana Goulart


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