créditos: Bella da Semana

As maravilhosas bolinhas fermentadas...

"Estou bebendo estrelas%u201D.
Dom Pérignon

Originário da região de Champagne, cidade que fica a 150 quilômetros de Paris, o tipo de vinho mais sofisticado de todos, o champagne é o eleito número um para festas e datas especiais. Não é à toa que o nome de um dos melhores champagnes do mundo foi batizado pelo seu criador. O monge Dom Pérignon (1668-1715), era o responsável pelas adegas da Abadia de Hautvilleres, na região francesa de Champagne, fundada no século VII, sob a ordem de Saint Benoit.

Dom Pérignon ficou curioso com a afirmação dos vinicultores de que certos tipos de vinhos fermentavam novamente depois de engarrafados. Acontece que, nesse processo, os gases estouravam as rolhas ou arrebentavam as garrafas. O monge então experimentou garrafas mais fortes e rolhas amarradas com arame, conseguindo obter a segunda fermentação dentro do recipiente. E assim surgiu um vinho espumante e delicioso que depois seria batizado de Champagne.
Mas havia um problema com o vinho: os resíduos da segunda fermentação permaneciam na garrafa, fazendo com que a bebida tivesse uma aparência feia, o líquido turvo e não límpido como é hoje. Foi então que a célebre viúva Clicquot (Veuve Clicquot)  inventou os processos de remuage (girar as garrafas) e dégorgement (degolar). Veuve Cliquot é mais do que referência em todos os tempos de um maravilhoso champagne.

No primeiro ato, os funcionários da adega inclinam e giram as garrafas, fazendo com que os resíduos se descolem do corpo do recipiente e fiquem acumulados no gargalo. Aí então entra o dégorgement, que retira todas as impurezas, fazendo que o vinho fique límpido e transparente.

Até 1846, o champagne era uma bebida de paladar doce, não existindo o seco (brut) ou o meio seco (demi-sec). Uma firma inglesa então encomendou um vinho espumante sem açúcar, durante certo tempo somente consumido na Inglaterra. Hoje todo o mundo, incluindo os franceses, aprecia e consome o champagne seco, mais vendido que o doce.

Mesmo sendo criado no final do século XVII, só no reinado de Luís XV (1710-1774), o champagne tornou-se uma bebida famosa. Sua amante, Madame Pompadour, que ficou conhecida também pelo apoio que dava às artes, exaltava a bebida. Dizem que a origem do formato das taças usadas para se tomar o vinho foi inspirada no formato dos seus seios.

Durante a Revolução Francesa, o champagne tornou-se uma bebida maldita por sua associação com a nobreza e o luxo da corte francesa. No Império de Napoleão então a bebida foi reconduzida ao seu lugar de destaque. A primeira marca de luxo do champagne, Cuvée de Prestige, foi feita por ordem do Czar Alexandre II, quando ouve a ocupação da França pelas tropas russas. As primeiras embalagens foram feitas em garrafas de cristal puro. Surgindo então a marca Cristal.

O sucesso do champagne atingiu o apogeu na Bèlle Èpoque e a partir daí acabou conquistando todo o mundo. Em 1932 Louis Vuitton já desenvolvia maravilhosas bolsas e malas de viagem quando recebeu a encomenda e criou o modelo %u201CNoé%u201D, que mais se parece com um saco de couro, a pedido de um produtor de champagne que pretendia carregar cinco garrafas na mesma bolsa, sempre que fosse a uma festa.

No Reveillon e datas comemorativas, milhões de pessoas em todo o mundo estouram champagnes. Brut, séc, extra-sec, demi-sec ou doux. Espumantes, cristais e prosecos derivaram da bebida que atingiu o alto patamar pelo refinamento, bons fluídos e significado de elegância.

Fonte:
http://www.doqueelasgostam.com.br


Mariana Goulart


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