créditos: Bella da Semana

A paquera é uma dança

A questão é saber sincronizar os ritmos. Você mexe seu corpo, o outro também. Você fala alguma coisa, o outro sorri. Você investe um olhar para alguém que o interessa, tentando fisgar a pessoa e fica atento à resposta. Você fala alguma coisa e aguarda a resposta. Você se veste de uma forma mais provocativa ou usa uma maquiagem sensual e percebe como ele reage. É um jogo constante de atividade e espera. Aproximação e retirada. Seja atrevido, ouse e depois espere que o outro lhe retribua algum sinal.

Se vier alguma mensagem positiva, não perca a chance de continuar o diálogo, de ir adiante em suas intenções. Mas, se a coisa estiver muito difícil, ameace retirar-se. Tome o último gole, comece a pagar sua conta, pegue a sua bolsa, faça sinais de que você está saindo. Por algum momento, retire seu foco da paquera e dê oportunidade para que o outro decida se quer ou não investir em você. Acontece muito isso: na última hora, quando a pessoa percebe que você está saindo fora, ela fica com receio de perdê-lo e lhe dá a dica que você estava esperando. Que bom! Agora vocês já podem conversar. Mas, se depois de algumas tentativas o negócio continua truncado, desista. Não vale a pena gastar tanta energia ali. Vá para sua dignidade.

A paquera é uma dança de interesses que exige flexibilidade e rapidez. Você precisa ter a capacidade de se adaptar rapidamente ao ritmo do outro, sem perder a própria identidade nem a autoconfiança.

Evoluir na paquera significa evoluir na arte de sintonizar com o que a outra pessoa está fazendo, sentindo e pensando. Se você estiver preocupado se está agindo certo ou errado, se estiver muito autofocado, estará perdendo a oportunidade de entender melhor o outro. Estará usando quase toda a energia com você mesmo! Se você é do tipo que fica o tempo todo achando que não serve para a coisa, com um alto índice de autocrítica, pare com isso.

Uma dica para quem quer se tornar um bom paquerador é dançar. Isso mesmo, dançar, literalmente. Quando dança, seu corpo adquire flexibilidade. Você aprende a sintonizar-se com a música e com a mensagem que ela lhe traz. E esse jogo de cintura criativo que a dança lhe proporciona é uma característica fundamental na paquera.

Sergio Savian


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