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créditos: Bella da Semana

Namorofobia

                                                                                                                                    Créditos: Getty Images


O que está acontecendo? Por que cresce o número de pessoas que não suportam a ideia de se envolver em um relacionamento?

Parece que uma boa parte da humanidade foi contaminada por uma espécie de alergia à intimidade, um comportamento crescente entre os homens, mas que também é assumido por muitas mulheres. O compromisso, necessário ao estabelecimento do namoro, tem sido encarado como algo ameaçador, chato e, para muitos, insuportável.

De acordo com uma pesquisa que venho desenvolvendo no site Mudança de Hábito (www.mudancadehabito.com.br), a maioria das pessoas procura alguém para namorar (27%) ou um relacionamento para toda a vida (50%), enquanto a menor parte está só atrás de belos romances (17%) ou quer ficar com várias pessoas (6%). Estes dados indicam a imensa vontade de se envolver em um relacionamento.

Mas existe uma contradição: os fatos também indicam que, apesar de querer um namoro, aumenta também o número de pessoas que não o conseguem. O desejo é grande, mas a habilidade é pouca. Durante muito tempo, a ordem era namorar, noivar e casar. E os que não cumprissem o ritual estavam sujeitos à discriminação.

Agora, com muito mais liberdade, ninguém é obrigado a dar satisfação de sua vida a ninguém e, por isto mesmo, estar só ou junto de alguém passou a ser uma opção. O sexo tornou-se disponível independentemente de uma relação. São muitos os homens que não veem mais a necessidade de estar em um relacionamento para satisfazerem-se: contentam-se somente com o sexo. As mulheres tornaram-se mais exigentes e não aceitam ser tratadas de qualquer maneira pelos homens. Elas querem mais do que sempre tiveram nos séculos passados.

O mundo tornou-se mais pragmático e as pessoas descartam o que não serve, o que não responde aos seus objetivos. Tudo é preto no branco. Mas com esta mente objetiva e o coração congelado, fica complicado amar. O amor precisa de um tempo para brotar, crescer e florescer. Ele deve ser cultivado com tempo, com paciência, tolerância e profundidade.

Ao classificar as pessoas de acordo com um padrão rígido, você não permite que o próprio encontro evolua. O narcisismo tomou conta de muita gente e não há espaço para o ser real, imperfeito, belo e viável.

Você pode não gostar de uma ou de outra característica da pessoa, mas no seu conjunto ela pode ser importante na sua vida. Afinal de contas, ninguém é perfeito, tampouco os relacionamentos.

Graças a Deus, nem tudo está perdido, pois também tenho encontrado pessoas com mais maturidade, que continuam apostando no amor, sem tanto medo da cumplicidade.





Sergio Savian


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