créditos: Bella da Semana

O priorado da Fórmula-1

- Existe uma confraria na Fórmula-1 que todos sabem que está lá, mas ninguém sabe exatamente aonde se quer chegar, que segredos guarda, que mistérios a envolve e principalmente quais são os objetivos dos envolvidos. Assim como no filme "O Código da Vinci", de Dan Brawn, O "Priorado de Sião" procura manter intacto um segredo guardado durante anos que envolvia o "sangue real" de Cristo e ninguém sabia por que lutavam tanto.

- Ótimo. Na Fórmula-1 também é assim. De um lado existe a instituição FIA, a Federação Internacional de Automobilismo. De outro a agora organizada FOTA, a união entre as equipes para melhorias no esporte. Digo "agora organizada", pois até um ano atrás a entidade nem existia. E no centro de tudo isso a Fórmula-1, que seria o grande instrumento de discórdia, ou o Santo Graal vivo nas mãos de seu dono, Bernie Ecclestone.

- Para resumir o Santo Graal (Fórmula-1) é de Bernie Ecclestone, mas é gerenciado pela FIA e tem como participantes as equipes de Fórmula-1 que conhecemos.

- E nesse momento todos batalham entre si em uma cruzada que parece não ter fim. Não é de hoje que os times não conseguem aceitar a presença de Max Mosley na presidência da FIA, não aceitam as divisões da receita comercial da categoria. Mosley por sua vez não acredita que os times sejam capazes de ganhar tanto e faz o que pode para diminuir os gastos com desenvolvimento na Fórmula-1.

- Bernie Ecclestone fica dos dois lados. Não quer que FOTA e FIA entrem em litígio. As equipes ameaçam montar uma nova categoria a isso faria com que todo seu gigantesco rendimento escorresse pelo ralo da discórdia. Ele não nutre tanta admiração assim por Max Mosley mas entende as idéias do dirigente pois sabe que se os times gastarem menos dinheiro eles terão automaticamente mais receita em caixa. Por outro não quer perder a Ferrari, isso seria o fim para ele.

- Discórdias como essas já aconteceram em tempos passados, quando a organização era bem menor. Hoje em dia ninguém acredita que a Fórmula-1 possa acabar e mesmo aqueles que ameaçam dar cabo desse projeto no fim das contas vão trabalhar para que nada aconteça. Mas aí fica a grande pergunta: O que eles querem afinal?

- Por que Max Mosley quer tanto interferir nas regras de um campeonato que consegue andar e crescer sozinho? Por que as equipes são tão intransigentes e mesmo sabendo que o caminho para o futuro é economizar não querem admitir que o inglês tem razão? Por que Bernie Ecclestone não põe a mão no bolso e cala a boca de todo mundo sob pena de ficar sem nada?

- Daí surgem as teorias. Sabemos que muitas vezes por debaixo dos panos os inimigos estão de mãos dadas para o bem interno, a história mostra fatos assim. Alianças misteriosas transformam pessoas amigas em inimigas do dia para a noite e vice-versa. As vezes sinto esse cheiro podre na briga envolvendo as equipes da Fórmula-1 e a FIA.

- Que segredos não teriam o grão-mestre Max Mosley e seus asseclas? Luca di Montezemolo, Bernie Ecclestone, Flávio Briatore e tantos outros fariam que tipo de acordo para que a categoria continuasse a acontecer da forma como hoje a conhecemos? Enquanto o italiano presidente da Ferrari atira para todos os lados, dizendo que pode correr em Le Mans, em Indy ou onde for, Bernie Ecclestone pede paz e Max Mosley declara guerra.

- E nós, no meio disso tudo, jamais saberemos que meios justificarão o final dessa história. Apenas que no final, como sempre, tudo deu certo. É pelo menos o que esperamos.

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Carlos Garcia


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