créditos: Bella da Semana

Os brasileiros na Fórmula-1 e seus vilões

- E chega um momento decisivo na temporada 2009 para dois pilotos brasileiros: Nelsinho Piquet e Rubens Barrichello. Pilotos contestados porque não conseguem o resultado que deles se espera. É verdade que não é fácil chegar na Fórmula-1, como é o caso de Nelsinho Piquet, e também não é fácil voltar a brigar por pódios depois de 16 temporadas na Fórmula-1, como é o caso de Barrichello.

- Porém, nota-se que os dois estão aquém do que se espera deles e ambos aos poucos vão se envolvendo em algumas polêmicas não muito desejosas para o momento em que vivem.

- Comecemos por Barrichello. O piloto já venceu nove corridas na carreira, conquistou incontáveis segundos lugares (mas não é o segundo piloto neste quesito, como dizem por aí) e depois de viver três temporadas complicadíssimas na Honda, agora volta a guiar um carro vencedor.

- Ótimo, era para ser a redenção daquele que sempre foi gozado por prometer que um dia ainda disputaria um título mundial. E chances matemáticas ele até tem de fazer isso ainda este ano, mas sua tarefa é árdua simplesmente porque no ano em que ele e seu companheiro de equipe têm um bom carro na mão, quem briga pelas vitórias é o inglês.

- E agora quando Button é o preferido do time simplesmente porque disputa o título ele resolve esbravejar, diz que não quer mais saber de "blá-blá-blá" (segundo suas próprias palavras) e que pode abandonar a equipe no final do ano caso se sinta preterido.

- Nelsinho Piquet vive situação mais humilde, mas igualmente complicada. É sua segunda temporada na categoria, foi mal no ano passado e este ano também não faz grandes coisas. Para se ter uma idéia, no último final de semana ele largou pela primeira vez à frente de seu companheiro Fernando Alonso, mas largou mal e chegou atrás.

- Não é de hoje que ele é tido como um piloto que não chegará ao final da temporada. Em 2008, Flávio Briatore não quis quebrar o contrato que tinha com ele e, em 2009, o contrato é de performance, mas segundo Piquet tudo foi feito de boca, sem assinatura, e Alonso sempre teve um carro melhor.

- O narrador Galvão Bueno chegou a afirmar que estava confirmada a saída de Nelsinho Piquet em um assunto que gerou muita polêmica nesta semana mas que, de forma hilária, foi desmentido pelo próprio piloto em seu Twitter: "Aí Galvão, vc está errado, meu bom! Te vejo na Hungria! E vamo torcer para q o carro esteja melhor lá! Valeu pelo apoio de todo mundo! Abcs!"

- E quem é mau nesta história? No caso da Brawn é o piloto que sempre fica atrás de seu companheiro de equipe e ainda assim se sente no direito de reclamar quando é preterido em alguma estratégia bolada pelo time ou o chefe de equipe que fez com o que o brasileiro parasse antes no box para Button ganhar sua posição? Vale lembrar que Ross já fazia isso também enquanto era chefe de equipe na Ferrari.

- E na Renault? O vilão é o piloto que não consegue andar na frente de seu companheiro de time ou o diretor que chega 15 minutos antes da largada para lembrá-lo de sua cláusula de performance?

- Ficam as duas perguntas hoje para que você reflita e responda.

- Enquanto isso vale lembrar que na Ferrari o também brasileiro Felipe Massa, mesmo sem conseguir os bons resultados do ano passado, continua firme, forte e tranquilo. Por que alguns conseguem se livrar tão facilmente das polêmicas e outros entrar nelas?

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Carlos Garcia


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