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Competição: até quando ela é saudável?

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A competição faz parte do mundo masculino e do feminino também. E bastante! Talvez, por instinto, os homens competem mais agressivamente, enquanto as mulheres têm um jeito mais frágil e sutil de competição.

Transitar em uma balada e conferir a o tal jogo é fácil - ou vocês acham que as mulheres vestidas para matar só o fazem para chamar a atenção do público masculino? Nós nos vestimos pata as outras mulheres também. Surpreso?

Você já deve ter escutado por aí alguém dizendo: ´mulher não se veste para homem e sim para outras mulheres´. Pois é a mais pura verdade, pelo menos na maioria dos casos. Mas, por quê? Porque assim, no meio de muitas outras belas fêmeas, temos que nos destacar, chamar atenção, sermos a escolhida!

Também por instinto, os homens olham nas mulheres aquele atributo tão polêmico – e tão marcante - das brasileiras: o bumbum. Alguns dizem que é instinto, pois um quadril bem formado vai parir ótimos rebentos. Parece grosseiro? Pois não é. Assim como comemos a comida quente à noite (pois nos lembra a caça ainda fresquinha, com o sangue quente depois de um dia na selva), também os homens pensam nos seus herdeiros, mesmo que inconscientemente. Após grandes caçadas, eles traziam dentes e peles de animais ferozes como prêmios de bravura para enfeitar suas fêmeas. Hoje, continuamos ganhando anéis e casacos de pele (agora falsas, por favor!) dos nossos ´caçadores´ como agrado.

Gostamos de exibir nossos presentes para as outras mulheres. Já os homens gostam de exibir suas conquistas, como carros esportivos ou muito caros quando chegam a  festas, restaurantes, hotéis e outros lugares bacanas que tenham um tapete que os levem até a porta principal, preferencialmente acompanhados de uma bela mulher.

Como não andamos mais com espadas, facas e lanças de caça, temos que competir com as armas modernas: iPhones, tablets, Blackberry, notebooks e outros meios de comunicação tecnológicos. É quase uma guerra pelo melhor gadget existente no mercado. Também não usamos mais peles, couros e marfins pendurados em colares, mas um terno impecável ou camisas de cortes perfeitos, que funcionam como afrodisíacos atuais.

A competição por status é sempre a mais acirrada. O caçador que liderava o grupo tinha a melhor caverna e, por consequência, as melhores fêmeas - férteis e esbeltas. Continua tudo igual, você não acha? Ainda vamos atrás de uma profissão que nos dê status, de um ótimo salário para manter uma casa confortável, de ideias interessantes para agradar as amadas e prepará-la para reprodução dos filhos.

Em algumas culturas, a competição começa muito cedo, com as famílias que se unem para combinar casamentos, dotes e manter sobrenomes. Ok, parece meio medieval, porém muitos povos acham que o amor surge com a convivência, depois do casamento. Em alguns casos, crianças já prometidas desde cedo para noivos escolhidos pelo nome, dote e fortuna. Se pensarmos friamente, é o mesmo instinto que todos temos: primeiro a procura pelo melhor parceiro; depois, as necessidades que devem ser supridas financeiramente; e então o convívio com a chegada do amor. Não é isso que todos nós fazemos?

É fato que a competição existe, entre homens e mulheres. E não precisamos ter receio de admitir que, até certo ponto, a competição é saudável, nos faz valorizar nossas conquistas e apreciá-las ainda mais. A partir da hora que ela se torna um fator desgastante, exaustiva e negativa, é hora de frear a competição e curtir as conquistas, antes que elas se vão...
 






Mariana Goulart


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