créditos: Dave Parker - Flickr

A relatividade do tempo

Toda vez que chega maio, e vou escrever a coluna de junho, fico contente. Porque a primeira coisa que eu penso é em fazer algo para o Dia dos Namorados, e a segunda, e mais importante, é que estou mais um ano escrevendo aqui no Bella da Semana. E isso é muito bom!

Essa relatividade do tempo, que faz parecer que o ano passa voando, depende de um referencial. Se a gente pensar que passa rápido porque não temos mais tempo livre hoje em dia, podemos enlouquecer. Esse tal tempo livre agora ocupamos com nossos smartphones, corridas e exercícios, além das necessidades dos nossos filhos e companheiros. Antes nossos celulares apenas ligavam para alguém, hoje o que os celulares menos fazem é ligar. Ficar sem bateria é um caos e a gente tem carregadores por todos os lados.

Pelas pessoas à minha volta eu reparei que as mulheres parecem sempre mais ligadas ao tempo. Talvez porque fazem mais coisas, mas é difícil ver uma mulher que tem orgulho de dizer que tem tempo livre, virou uma síndrome dizer que ninguém tem tempo pra nada. Os homens são totalmente o contrário, gostam mesmo é de poder se gabar quando podem ter tempo livre. Não que a mulher seja obrigatoriamente mais atarefada, o ponto é que os homens não se envergonham de dizer que estão sem nada pra fazer.

Por outro lado, quando a gente tem uma dor aguda e emocional, como uma desilusão amorosa ou a perda de alguém querido, parece que o tempo não passa nunca. Parecem que os dias são intermináveis, que as horas duram dias... As coisas mais sofridas demoram porque são doloridas, nos corroem e causam mágoas. E o contraponto é que todas as coisas boas e felizes parecem passar rapidinho. Aí, o tempo voa! É claro que a adrenalina nessas horas boas está a mil, e isso não nos deixa prestar atenção em computar a passagem do tempo.

Fiquei pensando e, durante esse tempo que escrevo a coluna, fiz várias listas de dicas de Dia de Namorados para vocês, leitores da Do que elas Gostam. Desde então, é possível que as namoradas já não sejam as mesmas, ou talvez de namoradas passaram a ocupar o posto de esposas, ou mães. Ou talvez ainda você esteja sozinho, solteiro (e feliz!).

Concluí que vocês devem saber ao certo, melhor do que eu, o presente mais legal para a sua amada. Por isso, minha dica esse ano é: doe-se mais! Dê mais espaço e dedique mais tempo às coisas boas, planeje uma viagem aconchegante, passe um final de semana especial com seu amor. Desligue o celular, esqueça o iPad, beije bastante, namore sem interrupções.

Tenha em mente: nós, mulheres, até lembramos do sapato que vocês nos deram no último Dia dos Namorados, mas são as recordações desse dia que ficam. A sensação do que sentimos e de como nos sentimos ao lado de vocês. É meio piegas, mas é verdade. Ponha na caixa do presente um tempo extra pra quem você ama! Isso é mais valioso!



Mariana Goulart


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