créditos: Bella da Semana

Relógio Biológico

A vida se acelerou, todos sabem disso. As pessoas não têm mais tempo para nada, segundo elas. E mesmo que tenham tempo, gostam de dizer por aí que estão sempre ocupadas. Virou moda ser ocupado, estar sempre em ação, é quase que vergonhoso alguém ter tempo livre no meio da tarde em um dia de semana. E quando tem, é preciso manter segredo, para não ser criticado nas redes sociais.

Alguns estudos sobre o tempo e o nosso planeta, ligados a esta aceleração tem resultados verdadeiros, como se tivéssemos uma aceleração cósmica. E em todos os aspectos da nossa vida podemos presenciar a vida mais acelerada. Desde as crianças, que com seis anos parecem adolescentes, cheias de vontades e atitudes. Suas etapas foram avançadas, ganharam o avanço da tecnologia, perdendo na sua infância, na delícia de ser crianças e aproveitar a vida sem preocupações. Tornaram-se nervosas, esperando que tudo seja instantâneo como a conexão da internet. Impacientes, eufóricos e mal educados. E claro, os pais pagam o preço de tudo isso.

Na contramão de tudo isso, o relógio biológico dos homens e mulheres também mudou. Os homens parecem estar cada vez mais novos, assim como as mulheres. É muito controverso ver o comportamento das pessoas, por exemplo, na praia ou em uma festa ninguém quer ser considerado um idoso, todos querem ser novos, sem mencionar idade. Mas na fila do banco, do supermercado, todos querem ser idosos. Ninguém quer perder tempo, até mesmo quem pode ter tempo a perder, literalmente. Continuamos vendo casais se separarem e os homens mais velhos procurando as novas parceiras mais jovens.

Mas apesar do nosso corpo estar cada vez mais preparado para o futuro e também chegarmos cada dia mais longe no fator idade, nossa mente está acompanhando? Nosso relógio biológico é similar à nossa evolução como seres humanos? Cuidamos da nossa morada, o nosso corpo sem hesitar. Mas nossa mente nem sempre acompanha esta evolução. E não digo nossa se referindo a mim, mas sim a todos. Muitos pré-conceitos não me encaixo, e fico feliz por isso. A mídia mostra o quanto o preconceito não evoluiu, pelo contrário, retrocedeu. Temos dados alarmantes no Brasil, em qualquer assunto que envolva pré-conceito. Muitas vezes velado, mas ali, latente.

Você já pensou no fato de ajustar seu corpo e mente para estar saudável por dentro e por fora? Quando você se depara com alguns pré-conceitos você continua incrivelmente saudável na sua estrutura, mas julga e marginaliza quem não se encaixa nas suas crenças? Qual o grau desta evolução? Tantos questionamentos feitos apenas para este ajuste. Não deixe sua mente atrofiada, mantenha a harmonia do seu corpo, o que inclui a sua mente.


Mariana Goulart


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