créditos: Bella da Semana

Medicamentos para emagrecer

O velho sonho do emagrecimento rápido e milagroso através de medicamentos, seja ele qual for, preocupa, e muito, profissionais realmente comprometidos com a saúde da população. Preocupa, pois, o que os medicamentos vem conseguindo até agora nada mais é do que a promoção de um emagrecimento ilusório que depois se transforma num sobrepeso maior ainda. A tendência da pessoa que utiliza algum medicamento para emagrecer e ver seu corpo definhar em poucos dias e, quando para a medicação, pois esta não poderá ser tomada por toda a vida, vê o seu corpo inchar numa velocidade mais impressionante do que a verificada no processo emagrecimento. Desesperada, ela repete o erro utilizando novamente a medicação, entrando num ciclo vicioso colocando a sua saúde em risco. Das mais de duzentas substâncias existentes no mercado que prometem o emagrecimento apenas sete tem comprovação científica com relação a sua eficácia e efeitos colaterais. Esses números mostram o quanto a coisa é bagunçada a nível de fiscalização, órgãos de saúde e justiça. Uma das substâncias mais consumidas no Brasil são as anfetaminas. Substância que na maioria dos paises é proibida ou tem sua comercialização altamente controlada. No Brasil é uma verdadeira febre, principalmente entre as mulheres, consumida praticamente sem controle algum. A maioria dos seus usuários consome anfetaminas por mais de seis meses quando o indicado é por no máximo três. O Consenso Latino-Americano de Obesidade apresentou num documento recente que técnicas como Florais de Bach, fitoterapia, medicina ortomolecular, homeopatia e acupuntura não funcionam como métodos para promoção do emagrecimento. Isto prova que, a industria do emagrecimento, que cresce violentamente em todo o mundo, está solta como um animal selvagem e enlouquecido enganando a população, prejudicando a sua saúde e mordendo seu bolso. Cabe aqui, também, uma crítica a boa parte da classe médica, pois sabem de tudo isso, e muito mais, e muitos continuam utilizando desses métodos e medicamentos inócuos, quando não raros, prejudiciais à saúde. Médicos estes que estão mais preocupados em agradar e atender os anseios dos laboratórios do que dos seus pacientes. Conduta esta, no meu ponto de vista, macabra e criminosa. Nunca atendi, em mais de dez anos, nenhum aluno que tivesse conseguido emagrecer e permanecer magro com o uso de medicamentos. Pelo contrário, a narrativa dos que se utilizaram de medicamentos propostos pelos médicos é exatamente a mesma. Emagreceram durante o uso da medicação e quando pararam viram seus corpos engordar mais do que antes do consumo da medicação. Está mais do que na hora de esse assunto ser debatido de forma séria para que, mais uma vez, os anseios capitalistas não estejam acima da saúde da população, que vem sendo explorada por conta da sua falta de conhecimento no assunto e por acreditarem demais em tudo que vê e escutam. Emagrecimento é coisa séria e passa pela mudança de hábitos, não por mágica!

Flavio Sobierajski


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