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créditos: Bella da Semana

Esporte é vida?

A frase "esporte é vida" nos faz crer que atletas de alto nível são exemplos de saúde. Não é isto que nos mostram as mais recentes pesquisas. Mais uma vez vale a pena citar Pini "tão prejudicial quanto o sedentarismo é a pratica de exercícios físicos realizados de forma equivocada". Um dos equívocos graves seria a prática excessiva de exercícios físicos. A busca por superar limites está beirando as raias da insanidade, onde seres humanos nunca foram tão sacrificados em rotinas de treinamento pesadíssimas, e por trás, lógico, mais uma vez, industrias que se beneficiam do suor dos escravos do esportes, estes chamados atletas. As grandes marcas de artigos esportivos, suplementos nutricionais etc, se vinculam a atletas com resultados expressivos para venderem os seus produtos por todo o mundo. Quando este atleta já não é tão bom, é largado a própria sorte para que a marca seja vinculada ao atleta que o superou. Vale a pena ver o filme que conta à história de Nadia comanecci, ginástica romena que encantou o mundo e perdeu sua vida em função de exigências absurdas. Não existia, na época, essa exigência do capitalismo, mas uma luta entre os povos para demonstrar a supremacia de uma raça e de um sistema político. O desgaste de todo organismo em função das exigências durante os treinos trás novidades inclusive em termos de lesão. O homem bate recordes também, em novas formas de lesão. Hoje já é comum se ouvir falar em fratura por stress, ou seja, o atleta realiza durante vários dias, várias vezes, os mesmos movimentos que, "água mole pedra dura...", o osso se parte, não em função de uma pancada ou entorse, mas em função do desgaste. Não é incrível? Outro ponto que vale a pena ressaltar, é que o podium é para poucos, sendo para poucos, não vale a pena ficar "queimando vela com defunto ruim", ou seja, nascemos com uma genética que não pode ser alterada, pelo menos por enquanto. Os pesquisadores do esporte verificam quais os biótipos são mais adequados para cada modalidade, qual o biótipo dos últimos campeões e, selecionam as crianças que possuem estes talentos genéticos através de baterias de exames. As crianças que não atendem a estas exigências podem até continuar treinando, mas será para servirem de "sparring". O esporte, com isso, perdeu o romantismo, o glamour, a emoção, e se tornou mais um filão de mercado, aonde não se pode perder tempo com peças mal formadas e sugar o máximo dos talentos genéticos. Na próxima olimpíada, pense nisso!

Flavio Sobierajski


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