créditos: Bella da Semana

Capitalismo e Saúde

Em todo o Ocidente existem contradições que prejudicam o desenvolvimento da população. Uma dessas contradições envolve a saúde da população. Existe, principalmente nos Estados Unidos, e o Brasil absorve muito da cultura norte-americana, uma poderosíssima indústria alimentícia, que visando o lucro, bombardeia os consumidores com propagandas através das mais diferentes formas de mídia. Além do exagero das propagandas, outra forma de "fisgar" o consumidor, é através do paladar. As pessoas não escolhem seus alimentos pensando nas suas necessidades nutricionais, estão mais atentas ao sabor. Estes alimentos elaborados, além de possuírem quantidades enormes de calorias, possuem componentes artificiais prejudiciais à saúde. A conseqüência está aí para todos verem. A esmagadora maioria da população está com problema de sobrepeso, uns em maior e outros em menor grau. O número de crianças obesas aumentou assustadoramente e a obesidade, sem dúvida nenhuma, será um dos males deste século. Esse acúmulo de gordura nos corpos traz atrelado, inúmeros problemas de saúde, gerando uma população doente, diminuindo assim, a qualidade de vida. Tudo isso em função da super-alimentação estimulada por essa poderosa indústria. Enquanto a população se empanturra, os padrões de beleza estão cada vez mais exigentes. Nunca se exigiu um corpo tão, como se diz na gíria, "sarado", com o percentual de gordura extremamente baixo. As pessoas possuem como referência estética, artistas que passam horas por dia cuidando do corpo, passando a ser uma utopia, para a maioria, esta composição corporal tão elitista. No meio dessa contradição, aonde se incentiva a comilança e ao mesmo tempo se exige uma silhueta "sarada", encontram-se todos nós, que ficamos perdidos e insatisfeitos. De olho nesta confusão, em meio ao capitalismo voraz, obviamente surge uma outra indústria, a do emagrecimento. Shakes, chás, poções, livros, pílulas, fitas de vídeo, aparelhos dos mais variados, inclusive aquele que emite choque elétrico (um absurdo do ponto de vista científico), vendem como nunca no mundo inteiro sob o aval de uma fiscalização corrupta e uma Justiça omissa. É o famoso "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". Somente resta à população ter uma visão crítica, não se deixando levar por todo esse apelo comercial e buscando uma vida mais saudável, resgatando ao máximo a função original da alimentação que é nutrir.

Flavio Sobierajski


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