créditos: Bella da Semana

Icologia

Ao assistir ao belíssimo curta chamado "Icologia", vencedor do Festival Internacional de Cinema Ambiental, mais uma vez foi fortalecida em minha mente a teoria de que a dissociação do homem da natureza está deixando-o doente, infeliz, deprimido. O curta apresenta um monólogo onde um senhor de idade avançada discursa sobre a sua vida em contato com a natureza nos ensinando seus segredos de felicidade, bem estar e qualidade de vida. Aborda tudo o que a natureza nos dá de graça e que, em função do estilo de vida moderno, fora esquecido. A importância de uma alimentação natural, a grande farmácia que é a natureza que cura e previne milhares de doenças, o quão benéfico é o próprio contato com a natureza sentido seus cheiros, ouvindo seus inúmeros sons, que funcionam como música produzida por uma orquestra de pássaros, rios, ventos etc, sem falar no tocar as plantas, flores, arvores, o pisar o solo, o olhar o verde, as flores, o nascer e o por do sol, a lua, as estrelas etc. Este senhor nos ensina, em poucas palavras, o segredo da felicidade que está estampada em seu rosto. Nos mostra que o segredo está na vida simples, descompromissada com o ter, interagindo de forma inteligente e harmoniosa com a natureza que não deixa lhe faltar nada. Ao caminhar entre o verde, ao subir em arvores, ao mexer na terra, ao cuidar de animais, realiza, todos os dias, uma ginastica natural benéfica e produtiva. A tristeza somente aparece em seus olhos quando ele relata e mostra o quanto é nociva a ação do homem. Relata e mostra o como a queimada destrói rapidamente o que a natureza levou anos pra construir, deixando uma paisagem triste, fria e morta, matando animais, queimando ovos, disseminando a farmácia natural. Agora vem a pergunta: há quanto tempo seus pés não tocam a terra, há quanto tempo você não pára para olhar o nascer ou por do sol, ver a lua e estrelas, há quanto tempo você não sente o cheiro das flores ou tem contato com os animais? Essas situações que geram muito prazer são compensadas com excessos na alimentação, nas bebidas alcoólicas, uso de drogas, medicamentos etc. Além do homem não estar interagindo mais com a natureza vem a destruindo de forma cruel e voraz, pois ninguém preserva aquilo que não conhece ou não "utiliza". De forma pouco inteligente o homem vem destruindo essa natureza pensando que, apesar de não interagir mais com ela, sua destruição nada implica ou não implicará na sua qualidade de vida. Mesmo dissociados fazemos parte de um ecossistema que seu desequilíbrio traz e trará danos a vida humana. Catástrofes metereológicas, insetos e animais que se proliferam violentamente em função da diminuição da população de seus predadores naturais, aquecimento do planeta gerando uma alteração importante nas marés e derretimento das regiões polares etc. Tudo isso acontecendo em função do capitalismo sem limites, da doença da ganância, do dinheiro acima da vida! Ainda é tempo! Pisar no freio, buscar na vida e no contato com a natureza o prazer de viver, ter relações sociais mais saudáveis e descompromissadas, ser feliz assim, como o senhor do "Icologia" que se admira e ri do moderno modelo social.

Flavio Sobierajski


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